Mais 76% de multibancos assaltados. Crimes violentos e graves caíram 8,7%

Leonor Riso , Lusa 28 de março de 2018
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Mais de 36 pessoas foram detidas por fogo posto só este ano. Relatório de 2017 é entregue na quinta-feira, 29, à Assembleia da República.

Eduardo Cabrita, o ministro da Administração Interna, revelou hoje as principais conclusões do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2017. O ministro apresentou o documento depois de uma reunião do Conselho Superior de Segurança Interna.

Na análise, verificou-se que a criminalidade geral aumentou 3,3%, e os crimes violentos e graves diminuíram 8,7%. O aumento da criminalidade geral em 3,3% no ano de 2017, deveu-se a terem sido cometidos mais crimes de moeda falsa, incêndio florestal e burlas.

O relatório indica ainda que os assaltos a multibancos aumentaram 76%, e que mais de 36 pessoas detidas por fogo posto só este ano

Cabrita afirmou que cresceu também o crime de burla, nomeadamente no que diz respeito a burlas em vendas e no arrendamento de habitações sobretudo através da Internet.

O ministro da Administração Interna explicou que o crime que mais cresceu no ano passado foi o de moeda falsa (mais 246%), mas "por meras razões estatísticas", uma vez que a Polícia Judiciária "registou em 2017 um conjunto de processos relativos a vários anos".

Sobre a "criminalidade que mais afecta as populações", o governante destacou as reduções dos furtos em residência (menos 14%), em veículo motorizado (-11%), das ocorrências em meio escolar (-6,4) e da criminalidade grupal (-8.8%).

Eduardo Cabrita frisou também "pela positiva" que, em 2017, se verificou uma redução dos roubos na via pública e por esticão em transportes públicos.

O ministro disse ainda que, ao longo dos últimos meses, Portugal tem sido sistematicamente considerando em várias avaliações internacionais como "um dos países mais seguro do mundo", o que "é fundamental" para a qualidade de vida dos portugueses, mas também para o turismo e para o investimento no país.

"A evolução na área de segurança interna é decisiva para a qualidade de vida, mas também a evolução da economia portuguesa", sustentou.

O Conselho Superior de Segurança Interna é composto pelos ministros de Estado, pelos ministros da Administração Interna, Justiça e Finanças, pelos comandantes-gerais da Guarda Nacional Republicana, da Guarda Fiscal e da Polícia de Segurança Pública, o director-geral da Polícia Judiciária, o director do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e o director do Serviço de Informações de Segurança, pelo responsável pelo sistema de autoridade marítima e o responsável pelo sistema de autoridade aeronáutica; e pelo o secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança.
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