Cultura atrai mais público. Mas ao vivo, há menos receita

Negócios 12 de dezembro de 2018

Museus, cinemas e espectáculos ao vivo: todos atraíram um maior número de pessoas em 2017 do que em 2016, diz o gabinete de estatística nacional. Mas, no caso da última categoria, verificou-se uma pequena diminuição das receitas.

Por Ana Oliveira - Jornal de Negócios

A maioria das áreas da cultura viveu em 2017 um ano de crescimento: museus, cinema, espectáculos ao vivo, todos receberam mais público - só o segmento dos jornais e revistas viu uma descida significativa na circulação. Contudo, nem sempre mais público significa mais dinheiro a entrar – nos espectáculos ao vivo, houve uma ligeira quebra, nota o Instituto Nacional de Estatística num destaque publicado esta quarta-feira, 12 de Dezembro.

Nos corredores dos museus portugueses, para além de pintura e fotografia – que constituem um terço das exibições em 2017 – circularam 17,2 milhões de visitantes, tornando-se a atracção cultural a conquistar um maior público. Contaram-se 1,6 milhões de visitantes acima do ano anterior, número explicado sobretudo pela afluência de público estrangeiro, que cresceu em um milhão.

Nas salas de cinema recostaram-se 15,7 milhões de espectadores, os quais ofereceram 81,7 milhões em receitas – registos que superam os de 2016. A assistência ultrapassou ligeiramente a dos espectáculos ao vivo: estes atraíram 15,4 milhões de pessoas.

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