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Biblioteca António Lobo Antunes vai abrir este ano em Lisboa. Atrasou dois anos

A promessa é feita por Carlos Moedas que, em 2022, tinha dito que a biblioteca deveria estar pronta em 2024.

A Biblioteca António Lobo Antunes, uma homenagem dos lisboetas ao escritor falecido na quinta-feira aos 83 anos, vai abrir até ao fim deste ano, garantiu este sábado o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD). Mas anteriormente o autarca de Lisboa tinha garantido que o espaço ia abrir em 2024. “É muito importante que em 2024, durante o ano de 2024, nós possamos estar aqui para inaugurar a biblioteca”, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), na apresentação do projeto, com uma visita ao local.

António Lobo Antunes
António Lobo Antunes Miguel Barreira

"Ainda este ano, nós, lisboetas, vamos homenageá-lo com a abertura da Biblioteca Lobo Antunes em Lisboa [...], para honrar aquilo que António Lobo Antunes significa para todos nós", afirmou Carlos Moedas, à chegada à missa de corpo presente, que começou pelas 12h00 na Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O espaço, na freguesia de Benfica, está em obras e a sua construção já tinha sido anunciada antes da morte do escritor, a 1 de setembro de 2022, dia em que celebrava 80 anos. "António Lobo Antunes é uma destas figuras que vai além do nosso país, que nos representa, que representa sobretudo os lisboetas. Mas é sobretudo um homem que escreveu sempre sem ser para agradar, porque escrevia sempre a verdade, mas escrevia essa verdade com uma humanidade única", considerou o autarca.

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu na quinta-feira aos 83 anos.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

A República Portuguesa condecorou o autor do "Memória de Elefante" com a grã-cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de "Commandeur" da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.