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Colombianos vão às urnas para eleições presidenciais no domingo

Lusa 29 de maio de 2026 às 07:39

Mais de dez candidatos disputam a Presidência, mas apenas três têm hipóteses reais de vitória e tudo indica que haverá uma segunda volta em 21 de junho.

Os 41,4 milhões de eleitores colombianos aptos vão às urnas no domingo para as eleições presidenciais do país, que decidirão se o atual Governo de esquerda continuará com as suas políticas sociais ou se a direita regressará ao poder.

Cartaz de candidatos presidenciais colombianos AP

Mais de dez candidatos disputam a Presidência, mas apenas três têm hipóteses reais de vitória e tudo indica que haverá uma segunda volta em 21 de junho.

Desde o início da campanha que as sondagens mostram o senador Iván Cepeda, candidato do Pacto Histórico e de uma coligação de esquerda, como o favorito. A esquerda foi fortalecida pela popularidade do Presidente colombiano, Gustavo Petro, mas provavelmente não terá o apoio necessário para vencer na primeira volta.

O candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella, que se auto-intitula "El Tigre" [O Tigre] e lidera o recém-criado movimento Defensores da Pátria, promete revolucionar o panorama político para "salvar o país e transformá-lo numa nação milagrosa". Apresenta-se como o maior rival de Cepeda, tanto na retórica como nas sondagens.

Nas últimas três eleições, o "Uribismo" - movimento baseado nas políticas do ex-Presidente Álvaro Uribe Vélez (2002--2010) - foi a principal força da direita, mas desta vez esta hegemonia está a ser desafiada por De la Espriella, que tem um discurso de linha dura contra o crime e a guerrilha que agrada a grande parte dos eleitores do Centro Democrático, que estão descontentes com a candidata do partido, Paloma Valência, a terceira colocada nas sondagens, por a considerarem demasiado branda.

Outros nove candidatos de vários espetros políticos, com apoio marginal nas sondagens, também constam no boletim de voto, incluindo os ex-autarcas Sergio Fajardo, Claudia López e Carlos Caicedo [que desistiu da sua candidatura para apoiar Cepeda], e os ex-senadores Roy Barreras e Mauricio Lizcano.

Completam a lista Miguel Uribe Londoño, pai do senador assassinado Miguel Uribe Turbay; o general na reserva do Exército Gustavo Matamoros; e os empresários Sondra Macollins Garvin e Santiago Botero.

A campanha para as eleições presidenciais na Colômbia - país com 53,9 milhões de habitantes - foi a mais violenta dos últimos oito anos, não só devido às ameaças contra os candidatos, mas também devido ao aumento da insegurança e violência em vários pontos do país.

Entre os muitos problemas que a Colômbia enfrenta, o ressurgimento do conflito armado, nomeadamente de guerrilhas de esquerda e paramilitares, narcotráfico e a corrupção estão entre os mais urgentes que o Presidente eleito vai ter de enfrentar no país.

A Colômbia também precisa melhorar o seu desempenho económico, marcado pelo aumento da dívida pública, deterioração fiscal e desaceleração do investimento estrangeiro, de forma a manter o progresso social implementado pelo Governo do Presidente Petro.

De acordo com o Registo Nacional da Colômbia, dos 41,4 milhões de colombianos aptos a votar, 1,4 milhões estão registados no estrangeiro, onde foram instaladas 253 mesas de voto em 67 países. Mais de metade dos colombianos inscritos para votar no estrangeiro está nos Estados Unidos e em Espanha, com 454.262 e 307.996 eleitores inscritos, respetivamente. O período de votação para os colombianos no estrangeiro vai de 25 a 31 de maio, nas embaixadas e consulados.

A Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA) vai enviar 96 observadores e especialistas políticos, liderados pelo ex-Presidente da República Dominicana, Leonel Fernández (1996-2000 e 2004-2012), para acompanhar as eleições presidenciais de domingo na Colômbia.

A União Europeia (UE) vai ter no terreno uma missão de observação eleitoral para as presidenciais colombianas, chefiada pelo vice-presidente do Parlamento Europeu, Esteban González Pons. Esta missão já enviou mais de 100 observadores para as eleições legislativas realizadas em março, nas quais o partido Pacto Histórico obteve a vitória.

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