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Biblioteca António Lobo Antunes vai abrir este ano em Lisboa. Atrasou dois anos

Diogo Barreto , Lusa 07 de março de 2026 às 14:57

A promessa é feita por Carlos Moedas que, em 2022, tinha dito que a biblioteca deveria estar pronta em 2024.

A Biblioteca António Lobo Antunes, uma homenagem dos lisboetas ao escritor falecido na quinta-feira aos 83 anos, vai abrir até ao fim deste ano, garantiu este sábado o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas (PSD). Mas anteriormente o autarca de Lisboa tinha garantido que o espaço ia abrir em 2024. “É muito importante que em 2024, durante o ano de 2024, nós possamos estar aqui para inaugurar a biblioteca”, afirmou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), na apresentação do projeto, com uma visita ao local.

antónio lobo antunes Miguel Barreira

"Ainda este ano, nós, lisboetas, vamos homenageá-lo com a abertura da Biblioteca Lobo Antunes em Lisboa [...], para honrar aquilo que António Lobo Antunes significa para todos nós", afirmou Carlos Moedas, à chegada à missa de corpo presente, que começou pelas 12h00 na Igreja de Santa Maria de Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

O espaço, na freguesia de Benfica, está em obras e a sua construção já tinha sido anunciada antes da morte do escritor, a 1 de setembro de 2022, dia em que celebrava 80 anos. "António Lobo Antunes é uma destas figuras que vai além do nosso país, que nos representa, que representa sobretudo os lisboetas. Mas é sobretudo um homem que escreveu sempre sem ser para agradar, porque escrevia sempre a verdade, mas escrevia essa verdade com uma humanidade única", considerou o autarca.

O escritor António Lobo Antunes, um dos maiores nomes da literatura portuguesa desde a segunda metade do século XX, morreu na quinta-feira aos 83 anos.

António Lobo Antunes nasceu em Lisboa, em 01 de setembro de 1942, licenciou-se em Medicina, pela Universidade de Lisboa em 1969, tendo-se especializado em Psiquiatria, que mais tarde exerceu no Hospital Miguel Bombarda. Optou pela escrita a tempo inteiro em 1985, para combater a depressão que dizia ser comum a todas as pessoas.

A República Portuguesa condecorou o autor do "Memória de Elefante" com a grã-cruz da Ordem de Sant'Iago da Espada, em 2004 e, em 2019, com a Ordem da Liberdade. França deu-lhe o grau de "Commandeur" da Ordem das Artes e das Letras, em 2008. Foi Prémio Camões em 2007.

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