Pacote laboral. Os bastidores de sete meses de impasse
Erros políticos, greve e um novo ator: como a UGT, que representa um número residual dos traba lhadores do privado, ganhou protagonismo nas negociações da reforma laboral
Erros políticos, greve e um novo ator: como a UGT, que representa um número residual dos traba lhadores do privado, ganhou protagonismo nas negociações da reforma laboral
A central sindical que o Governo procura convencer para aprovar a reforma laboral, a UGT, não representa muito mais do que 2% dos trabalhadores do privado. CGTP tem situação financeira mais sólida, mas nenhuma central publica as contas (ou aceita dar acesso). As duas mantêm contactos informais antes da primeira greve geral conjunta em 12 anos.
A menos de um mês da data prevista para a greve geral, dezenas de sindicatos já anunciaram a sua vontade de se juntar ao protesto.
"Ouvi pelas notícias que iria haver da parte de dois sindicatos, um dos médicos e outro de enfermeiros, adesão à greve e nós naturalmente faremos aquilo que está previsto também na lei", ou seja, "garantir os serviços mínimos", afirmou a ministra da Saúde.
Para o sindicato, a proposta "impõe o banco de horas e a adaptabilidade e deixa de considerar como tempo efetivo de trabalho o tempo previsto para a transmissão de informação dos doentes internados".
Segundo o candidato presidencial, o Presidente da República não tem nas suas competências "imiscuir-se em negociações que envolvem, neste caso, as confederações sindicais e o Governo".
A UGT aconselhou o executivo a "parar, escutar e reflitir", para ver "até onde podemos ir" e, assim, retirando a proposta de alteração laboral, poder levar à desistência da greve geral.
CCP entende que o anteprojeto do Governo de reforma da legislação laboral tem potencialidades para introduzir flexibilidade no mercado de trabalho.
Presidente do PSD discursou no encerramento do XV Congresso Nacional dos Trabalhadores Social-Democratas.
Os congressistas já estão a votar nos órgãos do PSD. Votações decidem a que ponto Rui Rio controlará o partido. E são o que de mais importante pode sair deste Congresso de Santa Maria da Feira.
Proposta de listas para as legislativas deixou Conselho Nacional em alvoroço. Críticos falam em limpeza total. E há dúvidas sobre a legalidade da lista para Lisboa. Mas os nomes propostos foram aprovados, com 67 votos a favor, 21 contra e seis abstenções.
Já está mesmo na estrada, em campanha. Já o adversário, não estará. Assume as diretas do partido como primárias para PM. E quer maioria. Senão, há PAN (surpresa). Há IL. Há CDS (com Chicão, porque não?). Diz que fez melhor oposição do que Rio, mesmo estando na Europa.
Nuno Miguel Henriques já tentou concorrer contra Passos, mas não recolheu as assinaturas. Dez anos depois, diz que conhece "bem todo o País" e que é uma "terceira via". O anúncio vai agitar o Conselho Nacional de sábado. Mas não é líquido que obrigue a uma segunda volta.
Grupo de militantes junta apoiantes do líder e de Montenegro na mesma lista. Duarte Marques e Lídia Pereira estão no grupo
Hugo Soares defende que se trata de uma prática comum. Mas apoiante de Rui Rio afirma que se tratou de uma decisão mesquinha e com objetivos de vingança.
Há pelo menos 16 deputados com direito a voto no Conselho Nacional que terão de faltar ao plenário para poder ir ao Porto pronunciar-se sobre a moção de confiança.