José Sócrates ou a Arte de Prescrever
Há países onde a justiça é cega. Em Portugal, no caso de José Sócrates, é sobretudo paciente. Paciente ao ponto de já roçar o estoicismo. Ou a resignação. Na verdade, é mais o mosoquismo.
Há países onde a justiça é cega. Em Portugal, no caso de José Sócrates, é sobretudo paciente. Paciente ao ponto de já roçar o estoicismo. Ou a resignação. Na verdade, é mais o mosoquismo.
Luís Neves não é um político. É um polícia. E essa distinção, que pode parecer semântica, constitui na verdade o ponto fulcral da sua nomeação.
Há novos casos de assessores e adjuntos que são casados com governantes, deputados e até administradores hospitalares. E há cunhados e militantes sem experiência, que antes trabalhavam em campos de padel e agências de viagens.
E ainda a avença de Nuno Ramos de Almeida com o PCP em Almada, as ironias de Pedro Adão e Silva com Seguro e Sócrates e o assessor muito requisitado por todos à direita
Notícia surge depois de Marco António Amaro ter renunciado ao cargo.
Por forma a evitar manobras dilatórias.
Após três semanas de interrupção devido a nova renúncia de um advogado do antigo primeiro-ministro José Sócrates.
O humorista, que estreou a nova temporada do 5 para a Meia Noite, acha que a guerra com o Irão vai durar tanto como a da Ucrânia, só que agora os “brinquedos” são mais potentes.
Marco António Amaro renunciou ao cargo, mas juíza decidiu manter a defesa em funções até à designação de um substituto. Julgamento retoma a 17 de março.
Marco António Amaro era o oitavo representante do ex-primeiro-ministro no caso da Operação Marquês.
Choque político com o comportamento de José Sócrates? Não se vê. Poder e oposição, partidos em geral e protagonistas em particular não têm um discurso, uma posição, sobre o mais extraordinário caso judicial deste século em Portugal.
Era um espectáculo ver os republicanos a aplaudir de pé uma frase de Trump, esboçar o gesto de se sentar e levantar-se de imediato de novo para, mais uma vez, aplaudir. Não sei quantos segundos estiveram sentados nas duas horas dos discursos, deve ter sido um cansaço. Bem feito.
Se os advogados de defesa de José Sócrates renunciarem sucessivamente, eternizando o processo neste limbo, não há muito que se possa fazer. Parece mesmo ser um labirinto sem saída e de difícil explicação à opinião pública
A Ordem nomeou um advogado oficioso para representar o antigo primeiro-ministro.
Após declarações de José Sócrates à CNN, bastonário sublinha dever legal de nomeação de defensores, critica fatores de morosidade e admite que a dimensão do processo exige soluções estruturais próprias.
Marco António Amaro é o quarto advogado oficioso do antigo primeiro-ministro.