Irão: António Costa pede a Teerão que permita navegação em Ormuz e cesse ataques
Líder do Conselho Europeu reuniu com o presidente iraniano, em Nova Iorque.
Líder do Conselho Europeu reuniu com o presidente iraniano, em Nova Iorque.
Mascate e Teerão mantêm há várias semanas negociações, sem a participação dos Estados Unidos, sobre a gestão da navegação no estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo e gás.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Baghai não forneceu pormenores sobre a rota acordada.
Os Estados Unidos voltaram a lançar ataques contra alvos no Irão, naquela que foi a 13.ª noite consecutiva de bombardeamentos. O Comando Central norte-americano afirma que a operação pretende proteger a navegação no Estreito de Ormuz, enquanto o conflito continua a escalar.
Os Estados Unidos realizaram, esta quarta-feira, uma nova vaga de ataques contra o Irão, naquela que foi a 12.ª noite consecutiva de bombardeamentos. Segundo o Comando Central norte-americano, os ataques tiveram como objetivo atingir alvos que permitam reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz.
Estima-se que o Irão tenha colocado cerca de 80 minas nas principais rotas de navegação da via marítima. Os operadores alertam para as limitações de capacidade das rotas mais seguras pelo estreito.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, afirmou, esta quarta-feira, que a Itália está disponível para ajudar a garantir a navegação no Estreito de Ormuz após o entendimento entre os EUA e o Irão. Apesar de considerar o acordo um “sinal muito positivo”, Meloni alertou que a situação na região continua “precária”.
O presidente dos Estados Unidos revelou o novo Air Force One e aproveitou a ocasião para assegurar que o tráfego marítimo está a ser retomado no Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, após o acordo com o Irão.
O presidente norte-americano, Donald Trump, apresentou o novo Air Force One e afirmou que embarcações carregadas de petróleo estão a voltar a atravessar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas energéticas do mundo.
Lisboa e Riade defendem que deve ser cumprido o Direito do Mar e o regresso "à situação de liberdade de navegação" em Ormuz, antes do conflito no Médio Oriente.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, esta terça-feira, que o Estreito de Ormuz estará totalmente reaberto à navegação até sexta-feira, no âmbito do acordo alcançado entre os Estados Unidos e o Irão. A declaração foi feita durante um encontro com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, à margem da cimeira do G7.
A Companhia de Aeroportos e Navegação Aérea do Irão pediu aos cidadãos para não se deslocarem aos aeroportos até ao anúncio da retoma dos voos.
Os Estados Unidos admitiram no fim de semana que estavam próximos de um acordo com o Irão que permitiria desbloquear o estreito.
Presidente do Parlamento iraniano afirmou que Washington não poderá aguentar a situação durante muito tempo, ao contrário do Irão.
Ataques atingiram aeroportos, radares e sistemas de navegação.
Kaja Kallas frisou que, durante a reunião, os ministros "foram claros na ideia de que a liberdade de navegação não é negociável".