Médio Oriente: Síria e Israel realizam nova ronda de negociações sobre segurança regional
Estas negociações estão a ser realizadas em Paris, com mediação norte-americana.
Estas negociações estão a ser realizadas em Paris, com mediação norte-americana.
Presidente dos EUA discursou esta segunda-feira no parlamento israelita, no mesmo dia em que foram libertados 20 reféns. Trump deverá viajar a seguir para o Egito para participar na cimeira da paz.
O primeiro-ministro israelita elogiou o trabalho feito por Trump para chegar ao cessar-fogo.
Um arremedo de estado num território em guerra cada vez mais exíguo e retalhado, com populações em fuga ou obrigadas a deslocação forçada, sem instituições capazes de assegurar em permanência funções administrativas básicas: esta é a realidade no terreno.
A violência intercomunitária na Síria entre combatentes tribais sunitas, beduínos e drusos fez mais de 700 mortos desde 13 de julho.
Israel efetuou hoje múltiplos ataques na Síria, incluindo dois na capital, Damasco, contra o quartel-general do exército sírio e outro junto ao palácio presidencial.
Bombardeamento é a resposta aos ataques do governo sírio contra a minoria drusa.
Na quinta-feira, o Governo israelita advertiu que reagiria "de forma enérgica" se a Síria não proteger a população drusa, em referência a recentes confrontos que provocaram mais de 100 mortos perto de Damasco.
Nos Montes Golã, os drusos ficaram, mas ainda choram as 12 crianças mortas a 27 de julho. Ali perto, dezenas de milhares de israelitas deixaram vilas fantasma atrás de si. Depois de meses de ataques do Hezbollah, o cessar-fogo prevê o regresso a partir de 1 de março, mas impera o medo.
O plano conta dez milhões de euros que vão ser investidos em infraestruturas de forma a duplicar a população dos Montes Golã.
Herdeiro do poder conquistado pelo pai, Hafez al-Assad, em 1970, Bashar não conseguiu sobreviver a uma guerra civil que se prolongava desde 2011. Fugido do país, será para a minoria alauita, a que pertence, que os rebeldes sírios se vão voltar.
A queda histórica do regime de Bashar al-Assad na Síria surpreendeu Washington e Telavive, e tanto Biden quanto Netanyahu aproveitaram para cumprir alguns dos seus objetivos na região.
Filho de uma professora e de um economista, ligou-se ao jihadismo depois de a família o afastar de uma mulher. Esteve preso numa incubadora de terroristas e agora, apresenta-se como um conciliador. Será?
Segundo a ONU, por causa do fogo israelita, mais de 90.000 libaneses viram-se obrigados a abandonar as suas casas, e, na quarta-feira, famílias inteiras continuaram a chegar à fronteira com a Síria.
Os colonatos israelitas continuam a aumentar e à SÁBADO, ONG's no terreno denunciam as más condições de vida dos palestinianos devido à ocupação. Helena Ferro de Gouveia diz que Israel deve abandonar essa política.
Ajaj Monsef ficou, ainda cuida da horta, mas ouve os bombardeamentos diários e o zumbido de um drone israelita a pairar. A filha, Sophia, diz que “não há solução para esta guerra”, mas outros preferem o martírio na jihad. Reportagem no território das milícias xiitas.