Alívio de sanções sobre gasóleo russo é "fraqueza", diz Zelensky
Presidente ucraniano considera que este alívio vai contribuir para Vladimir Putin "travar a guerra durante mais tempo".
Presidente ucraniano considera que este alívio vai contribuir para Vladimir Putin "travar a guerra durante mais tempo".
Os residentes da Crimeia e das regiões de Zaporijia e Kherson, que estão sob controlo russo, começaram, esta sexta-feira, a votar nas eleições parlamentares da Rússia. O processo decorre sob fortes medidas de segurança e inclui, pela primeira vez, eleitores destes territórios.
A votação permitirá ao Kremlin apurar a eficácia de enquadramento institucional dos órgãos de poder.
A Ucrânia resiste e colocou novos problemas à Rússia. Mas isso está a levar a uma contradição: Putin, cheirando a vulnerabilidade de Kiev pela falta de intercetores, tenta disfarçar os seus próprios erros escalando nos crimes contra a população ucraniana. No Médio Oriente, a trilateral Arábia Saudita-Turquia-Paquistão gera uma nova equação de segurança regional: sem os EUA e com sinais claros a Teerão, Telavive e, atenção, também a Nova Deli.
A cultura também é frente de guerra. Para reforçar a identidade nacional, criam-se unidades militares culturais. Militares lançam livros. Milhões de livros já foram queimados por bombardeamentos russos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, divulgou um video, esta terça-feira, de um novo alegado ataque russo com drone contra um civil em Kherson e acusou Moscovo de realizar “safaris” contra a população.
Nas últimas semanas, a Ucrânia tem levado a cabo ataques aéreos contra armazéns russos, que se inscrevem numa campanha de ataques de longo alcance lançados por Kiev contra infraestruturas civis na Rússia.
A "guerra assimétrica" com que a Ucrânia mudou a equação da agressão russa tinha em Fedorov uma das principais cabeças. A inovação tecnológica foi fundamental, mas Sirsky representa o lado mais pragmático e rígido de encarar o sacrifício militar. A queda do jovem ministro da Defesa mostrou que Zelensky percebe que uma guerra, mesmo com estes dados novos, continua ser uma guerra feita por militares. A Ucrânia já mostrou que consegue resistir a tudo. Resistirá, pois, a mais esta crise traumática.
O organismo levantou provisoriamente a suspensão ao Comité Olímpico Russo, mas mantém em aberto o uso da bandeira, do hino e dos símbolos nacionais.
Os ucranianos estão a resistir "against all odds". Mas estão a fazer muito mais do que isso. A inovação tecnológica está a travar a invasão russa e a colocar problemas insolúveis para Putin. E agora, que o "o futuro já chegou", devíamos voltar a Joe Biden, o tal "Presidente do passado", que estava, afinal, incrivelmente certo na mensagem de despedida, há um ano e meio
Putin pediu aos funcionários do Ministério das Finanças que identificassem cortes de despesas noutras áreas do orçamento.
Uma viatura das Nações Unidas que transportava ajuda humanitária foi atingida por dois drones na região de Kherson, na Ucrânia, esta quinta-feira, durante uma missão de entrega de bens a civis.
Numa publicação nas redes sociais, Volodymyr Zelenskyy elogiou a ação militar ucraniana, confirmando um novo ataque contra as infraestruturas do porto e da refinaria de Tuapse, na região de Krasnodar, na Rússia.
No caso dos combatentes russos, tal como em ocasiões anteriores, estes encontram-se em território da Bielorrússia, onde recebem assistência médica e psicológica.
A guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas.
A invasão de Putin está longe de parar: o presidente da Rússia não quer "só o Donbass". Quer toda a Ucrânia. Faz da agressão sobre Kiev, em capa de expansão neoimperialista, a sobrevivência do seu modo de liderar. Recuar seria admitir o erro. E, no Kremlin, o poder afirma-se de forma vertical. Sem hesitações. A sangue frio, para que eventuais críticos ou opositores não acreditem em alternativas. Não percebermos isso é não percebermos nada.