Brincar com a arma
Ao retirar Nicolás Maduro da presidência venezuelana, Donald Trump não se limitou aplicar uma solução limite a uma eleição que os Estados Unidos, à semelhança da União Europeia, não haviam reconhecido.
Ao retirar Nicolás Maduro da presidência venezuelana, Donald Trump não se limitou aplicar uma solução limite a uma eleição que os Estados Unidos, à semelhança da União Europeia, não haviam reconhecido.
Zelensky vê na integração na UE uma espécie de garantia de segurança, ainda que não compense a não entrada na NATO. É possível sonhar com um cessar-fogo capaz de evitar uma futura terceira invasão russa da Ucrânia (agora para Odessa e talvez Kiev, rumo às paredes da frente Leste da UE)? Nunca num cenário de concessão do resto do Donbass. O invadido a oferecer, pela negociação, ao invasor o que este não foi capaz de conquistar no terreno? Não pode ser. Aberração diplomática que o fraco mediador Trump tenta impor aos ucranianos.
O Ministério da Defesa russo já rejeitou a acusação e defendeu que caças Su-30 realizaram voos de treino sobre a região de Kaliningrado, respeitando as regras internacionais.
Comandante que seguia a bordo minimizou este incidente ao relatar que este tipo de incidentes são bastante comuns em voos sobre Kaliningrado
Estónia denunciou na sexta-feira a entrada de três caças russos no espaço aéreo do país.
Merz selou, em Vilnius, a grande viragem alemã, com a presença permanente de uma brigada germânica na Lituânia, a atingir os cinco mil soldados até 2027. A ameaça russa aos bálticos a isso obriga: pela primeira vez desde a II Guerra Mundial, a Alemanha tropas em países estrangeiros. A “mediação” de Trump falha rotundamente: Putin agrava a sua agressão na Ucrânia.
Não serão só as Legislativas em Portugal que serão relevantes no próximo domingo para o nosso futuro: o que acontecer na segunda volta das presidenciais da Roménia pode agravar a deriva nacional-populista no flanco Leste da UE e da NATO. Da Turquia pode surgir uma nova esperança para a Ucrânia. Mas o jogo de sombras entre Trump e Putin torna improvável a admissão de Erdogan como novo “player” que definirá o futuro de Kiev.
Dugin proclama "o triunfo do putinismo nos EUA" em plena televisão norte-americana. Trump assume-se "mais à vontade" com Putin que com Zelensky. Caças britânicos intercetam aviões russos sobre o Báltico. No Pentágono há um incompetente a mandar. Ainda não estamos em guerra, mas já não podemos dizer que estamos em paz.
O telefonema de Putin com Trump abriu a era dos EUA pró-Rússia. Quem ainda resistia terá baixado a guarda com a forma vergonhosa e inaceitável como Trump e J. D. Vance trataram Zelensky em plena Sala Oval. Habituem-se: com Trump 2.0, os EUA escolheram os autocratas e querem espezinhar a Europa.
A Estónia, a Letónia e a Lituânia já tinham previsto o abandono da rede elétrica russa para aderirem ao sistema europeu, um processo iniciado há anos e acelerado após a invasão da Ucrânia por Moscovo.
O perigo para a Europa, se for cobarde, é que passa a ter a potência dominante a Leste e não a Oeste, e a Rússia e os EUA não são a mesma coisa para a Europa.
Cerca de 146 militares da Força de Fuzileiros estiveram envolvidos em exercícios militares. Até ao final de junho prevê-se a participação de 90 mil militares da NATO naquela que será uma das maiores iniciativas militares desde o fim da Guerra Fria.
Dias depois da retirada da embarcação, a 24 de fevereiro Putin ordenou a invasão da Ucrânia. Os emails foram relevados pela organização russa anticorrupção de Alexei Navalny.
Cimeira ocorre a apenas 32 quilómetros da Bielorrússia e a pouco mais de 150 quilómetros da Rússia. Evento conta com dezenas de líderes mundiais e decorre sob forte proteção policial.
Nome da cidade russa foi dado em homenagem a Mikhail Kalinin, líder da revolução bolchevique que está ligado a um massacre onde milhares de militares polacos foram executados pelas forças soviéticas.
Lukashenko pediu ajuda militar a Putin por se sentir ameaçado pela Polónia e a Lituânia. Putin disse que para já não há necessidade de armar o aliado, mas anunciou o envio dentro de meses de mísseis que podem transportar armas nucleares.