Entre o “Führer” e as saudades da URSS: Portugal perdido no túnel do tempo
Enquanto o resto da Europa discute inteligência artificial, competitividade económica e defesa comum, Portugal continua preso entre Berlim de 1938 e Moscovo de 1972.
Enquanto o resto da Europa discute inteligência artificial, competitividade económica e defesa comum, Portugal continua preso entre Berlim de 1938 e Moscovo de 1972.
A dependência financeira da União Soviética durante a Guerra Fria e, mais recentemente, do petróleo da Venezuela só serviu para mascarar as ruínas que o regime produziu por sua conta e risco. A revolução falhou para os cubanos. Mas, para os turistas, o regime que interessa é outro – e vem com tudo incluído.
Há momentos que são marcantes e cujas consequências são definitivas e perenes na vida das pessoas e dos povos.
De esta quinta-feira, 9 até 19 de outubro, a 10.ª edição do Festival Literário Internacional de Óbidos propõe concertos, apresentações de livros e muitos debates. Eis 15 momentos a não perder.
O especialista em regimes instáveis e violência política estudou em Oxford e trabalhou na República Democrática do Congo durante um golpe falhado, experiência que fez com que focasse a sua investigação em regimes autocráticos.
Há 30 anos, Michael Moore estreou Canadian Bacon, sátira à indústria militar descontrolada, onde se inventa uma guerra entre os EUA e o Canadá, só para vender mais armas, e salvar as fábricas da bancarrota. Projecto para 2025? Só a brincar.
Trocou Medicina por Filosofia (que se revelaria mais útil em política), foi para o PS aos 15 anos, mas nunca alinhou em unanimismos – e sofreu as consequências. Mas não está melindrado com ninguém. De Bruxelas, não sai para Belém: “Não tenho essa aspiração.”
Benjamin Netanyahu está a causar danos bem mais graves à Democracia, ao Estado de Direito, e, em geral, às construções ideológicas que caracterizam a chamada Civilização ou Cultura Ocidental, do que aqueles que estão a ser provocados por Vladimir Putin.
Alguém diga a estes fanáticos: deixem as crianças em paz. E arranjem vida própria. A falta de empatia aliou-se à ausência total de inteligência e, de repente, surgiram grupos de extrema-direita, sempre com mais capacidade de destilar ódio do que analítica – sempre em busca de uma vendeta e não da paz.
Os grandes custos no que toca à habitação e as baixas expectativas salariais em Portugal são apresentados como as principais razões para a vontade de sair.
O assassínio de Navalny foi, realmente, uma provocação perversa aos líderes da NATO. Putin não tinha reais motivos para o fazer desaparecer, Navalny já não fazia sombra ao todo-poderoso inquilino do Kremlin.
Dois dias corridos, quando o mataram, ainda ela podia ler uma e outra vez na derradeira mensagem que ele lhe conseguiu fazer chegar: «Sinto-te a meu lado a cada segundo e amo-te cada vez mais.»
O debate Montenegro-Santos seria o dia do juízo final. Mas este duelo ao sul acabou apenas como reiteração de posições arquiconhecidas. E o efeito dos frente a frente no voto faz-se de outras contas, nem todas conhecidas.
Comparar António Costa a um porco não é comparável a colocar um preservativo no nariz de um Papa, Paulo Portas a Pinóquio e Cavaco Silva e Passos Coelho a Adolfo Hitler. Isto para referir apenas algumas imagens que circularam abundantemente pelos meios sociais procurando "dourar" o acto do professor da FENPROF (e não do STOP), e procurando fazer crer que essas outras caricaturas se equivaliam.
O ex-governante tem a ambição de escrever um clássico de não ficção e vai dedicar-se ao jornalismo internacional. Conta o que tem visto na Ucrânia – e arrasa a posição do PCP sobre a guerra.
Vladimir Kara-Murza, filho e neto de historiadores e jornalistas, sempre foi educado a pensar pela sua cabeça. Depois de condenado por um tribunal russo a 25 anos de prisão, deixou uma mensagem: “A Rússia será livre. Digam a toda a gente.”