Entre o “Führer” e as saudades da URSS: Portugal perdido no túnel do tempo
Enquanto o resto da Europa discute inteligência artificial, competitividade económica e defesa comum, Portugal continua preso entre Berlim de 1938 e Moscovo de 1972.
Enquanto o resto da Europa discute inteligência artificial, competitividade económica e defesa comum, Portugal continua preso entre Berlim de 1938 e Moscovo de 1972.
Se alguém publicasse um livro, uma peça de teatro, com esta formulação, seria imediatamente acusado de incitamento ao ódio. Já a inversão, “matar fascistas”, encontra, demasiadas vezes, complacência cultural.
Faz hoje dois anos que o primeiro-ministro tomou posse.
Uma notícia recente fala da chegada a Silicon Valley do “filósofo do apocalipse" mais "adorado” pelos malucos da teté-da-cabeça das tecnologias.
Secretário-geral do partido compromete-se a reafirmar os socialistas "como a única alternativa credível para governar Portugal".
O próximo Presidente da República deverá ser António José Seguro. A rejeição de André Ventura baixou consideravelmente nos últimos dois anos, mas ainda se situa acima dos 60%. O caminho de Seguro para Belém está, por isso, aberto. Ventura pode surpreender e atingir, a 8 de fevereiro, um valor na casa dos 40%. Se assim for, a segunda volta revelará dois vencedores: Seguro ganha a Presidência, o líder do Chega obtém patamar eleitoral que o pode colocar acima de Luís Montenegro. Ainda não é a rutura, mas já será um grande abalo para o regime.
Rui Moreira e de José Miguel Júdice garantiram apoio a António José Seguro na segunda volta das presidenciais.
Já estão apurados os dois candidatos à segunda volta.
Juntou família, amigos, vizinhos, ex-ministros do PS numa casa cheia e disse que aqui cabem "todos os democratas". Seguro passou à segunda volta em primeiro lugar (com 31,1% dos votos), tem o apoio declarado da esquerda e o adversário preferido - Ventura. Já fala sobre a tomada de posse.
O candidato à presidência da República posicionou-se contra o radicalismo. “Luto pela defesa da democracia e contra os extremismos e radicalismos”, referiu.
"Os partidos políticos têm as suas posições, as suas ideologias, as suas propostas, mas entre eleições há compromissos que têm que falar mais alto", frisou António José Seguro.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse querer ajudar para que "a saúde funcione melhor, as listas de espera possam diminuir".
O primeiro-ministro antecipou também que "daqui a um ano" as suas palavras "vão fazer ainda mais sentido", tal como daqui a quatro anos, no final da legislatura e dos mandatos autárquicos, que terminam ambos em setembro de 2029.
Ao fracasso da extrema-esquerda militar juntou-se a derrota de muita direita que queria ilegalizar o PCP. Afinal, nessa altura, os extremismos à esquerda e à direita não eram iguais. Ainda hoje não são, por muito que alguns o proclamem.
Seguro mostrou-se indignado com os cartazes de Ventura, mas não pede a intervenção do Ministério Público nesta matéria.