Eurobarómetro. Mais de metade dos europeus pessimistas com o futuro de mundo
Portugal é o único país da União onde a principal preocupação não são as guerras, mas sim os desastres naturais.
Portugal é o único país da União onde a principal preocupação não são as guerras, mas sim os desastres naturais.
Em 2026 vamos saber se a Ucrânia vai sobreviver como país íntegro e soberano à agressão russa e à viragem politico-diplomática de Washington, com Trump na Casa Branca. Vamos também saber se os líderes europeus estarão à altura do desafio tremendo que já atravessam e se vão ser capazes de falar verdade ao seus eleitores sobre o que verdadeiramente está em causa: defender a Ucrânia, fazer sacrifícios que não pensávamos ser necessários e projetar uma nova arquitetura de Segurança que não dependa dos EUA. Não será coisa pouca.
Com a velocidade a que os acontecimentos se sucedem, a UE não pode continuar a adiar escolhas difíceis sobre o seu futuro. A hora dos pró-europeus é agora: ainda estão em maioria e 74% da população europeia acredita que a adesão dos seus países à UE os beneficiou.
O presidente norte-americano tem a intenção de interferir ativamente nas eleições europeias, direcionar as relações transatlânticas em direções a valores mais conservadores e juntar os líderes populistas no tema da liberdade de expressão.
O que falta para encher o resto do copo é, por um lado, preservar as conquistas do projeto europeu relativamente à paz, ao progresso e à prosperidade e, por outro, encontrar a unidade e a ambição para fazer o que ainda não foi feito.
O IPC é sobre perceção da corrupção, não é sobre corrupção, não mede a corrupção verificada ou prevalente num determinado país ou território autónomo.
Na verdade, não há uma crise migratória na Europa. Há uma crise de liderança do centro-esquerda, do centro-direita e dos liberais que deixaram os radicais tomar conta do debate.
A corrupção é um problema grave para 93% dos portugueses. E os deputados? Enviámos aos 230 um inquérito científico sobre o tema. Conclusão: não querem saber. Só quatro responderam.
É urgente reformar os partidos. Resta saber como, algo que os líderes dos dois principais e mais bem-sucedidos partidos da história da democracia portuguesa, deveriam dar o exemplo, o qual não começa com "escolas de verão".
Em Portugal, a habitação é a terceira maior preocupação, depois do aumento do custo de vida e da saúde, segundo o Eurobarómetro.
Os jovens estão cada vez mais interessados em política (mas fora dos partidos) e a maioria não apoia nem o PS nem PSD. Em entrevista à SÁBADO, o novo presidente do Conselho Nacional de Juventude aponta o caminho: "Atenção aos jovens não pode ficar pelas intenções."
As sondagens, mais uma vez, falharam (pelo menos da maneira como foram apresentadas pela Comunicação Social). Quer a Católica, Aximage e Intercampus falharam sempre de alguma maneira. Entre os erros mais comuns estão a sobrestimação do Chega, do Livre e do PAN.
Uma das maiores especialistas em demografia explica que estamos a desperdiçar os mais velhos e a empurrá-los para o isolamento. A professora universitária aponta ainda as vantagens das migrações.
O que está verdadeiramente em causa no Pacto sobre Migrações e Asilo da UE, cuja versão final foi aprovada há poucas semanas pelo Parlamento Europeu, com votos contra da Hungria e da Polónia?
Portugal recebeu 161,4 mil milhões de euros em fundos comunitários desde a adesão. Apesar de serem a face mais visível do impacto da UE – não há área que não tenham tocado – continuam a ser pouco notados pela população. Podiam ter sido mais bem usados, mas tiveram – e têm – um enorme impacto positivo.
O ministro dos Negócios Estrangeiros diz que Portugal deve apoiar entusiasticamente o alargamento da União Europeia para leste, é contra um exército e impostos europeus e defende mais políticas de reagrupamento familiar para imigrantes.