Chega pede exoneração do ministro da Administração Interna
Para "salvaguardar o prestígio e o regular funcionamento das instituições".
Para "salvaguardar o prestígio e o regular funcionamento das instituições".
Luís Neves nunca deveria ter ido para um governo liderado por alguém cujo padrão ético é inexistente.
O dirigente defendeu ainda que a imagem da PJ "não fica manchada" pelas polémicas em torno de decisões tomadas pelo seu antecessor, Luís Neves
A pergunta politicamente interessante é outra: Luís Neves-diretor da PJ aplicaria a Luís Neves-ministro os mesmos critérios que a instituição aplicou aos outros?
Vizinhos avistaram carrinhas da Construbarcelos na residência de Álvaro Pires, na Charneca da Caparica.
Em causa estão dois factos relacionados com viagens que resultaram de "inúmeras inspeções", da Polícia Judiciária, avança o ministro da Administração Interna.
Atual ministro contestou imputações que lhe são feitas sobre infrações financeiras cometidas enquanto foi diretor da PJ.
Os liberais consideram que "estas questões não foram até à data cabalmente esclarecidas" e que "a recente conferência de imprensa do Diretor Nacional da Polícia Judiciária à data, Dr. Luis Neves" ficou "longe de esclarecer estas questões".
Afinal somos todos cheganos? É que reagir com uma graçola de oportunidade a um episódio destes num órgão de soberania nivela tudo por esse patamar.
O teste é saber até onde se aceita que a legalidade formal não se aplica a um diretor da PJ, agora ministro, porque ele diz ser remediado (logo, sério) e do bem.
Órgão, que investiga suspeitas relacionadas com fraude, pediu um conjunto de documentos sobre as obras adjudicadas no tempo em que Luís Neves eram diretor da PJ.
Almeida Rodrigues lembra que o agora ministro da Administração Interna fazia parte da direção durante o seu mandato.
Na terça-feira de manhã, o presidente do Chega divulgou um vídeo nas redes sociais alegando que o seu gabinete na AR teria sido invadido e remexido. Segundo Ventura, o gabinete não estaria fechado à chave.
Ministro da Administração Interna foi acusado de enquanto diretor nacional da PJ ter andado “bastante tempo a guiar um Porsche que depois teve de ser devolvido a uma arguida"
Tribunal Constitucional e Entidade para a Transparência têm obrigação de notificar detentores de altos cargos públicos que não entreguem declaração. Incumprimento dá direto a fim de mandato. O que pode acontecer agora? Nada.
Rita Alarcão Júdice diz não querer criticar "ninguém" por decidir falar quando tem "todos os elementos reunidos". E acredita que este caso não diminuiu a confiança dos portugueses na Polícia Judiciária.