Sábado – Pense por si

Feira da Ladra: aqui vendem-se azulejos roubados

Raquel Lito
Raquel Lito 24 de março de 2026 às 23:00

Os feirantes animam-se com a procura e os turistas só questionam se as peças passam no aeroporto. A SÁBADO fez a visita “à civil”, pedindo certificados de origem – ninguém os tem.

Há muito que Sérgio Godinho assinalou a terça-feira na música: “É Feira da Ladra, quase transborda de abarrotada.” Mais de cinco décadas depois, o mercado lisboeta continua a atrair multidões, ultimamente com nuances mais ilícitas (e lucrativas). No local, à hora de ponta (10h) de 17 de março, a SÁBADO cruza-se com enchentes de turistas de várias nacionalidades, muitos às compras de azulejos antigos. É fácil encontrar exemplares avulsos, de origem incerta, possivelmente arrancados às fachadas de edifícios da cidade.

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