Ceuta ameaça avançar com medidas legais caso Espanha não resolva a crise migratória em 30 dias
Presidente de Ceuta argumentou que o Estado possui meios suficientes para repatriar migrantes para Marrocos.
Presidente de Ceuta argumentou que o Estado possui meios suficientes para repatriar migrantes para Marrocos.
Medida entra em vigor já a partir da meia-noite de sábado e consistirá na verificação da identidade e nacionalidade dos viajantes vindos de Itália, na fronteira.
As autoridades espanholas criaram um gabinete para localizar pessoas desaparecidas após a crise migratória que atingiu Ceuta na semana passada. O espaço presta apoio às famílias e recolhe informações que possam ajudar a identificar quem continua por encontrar.
Laurent Nunez afirmou, esta terça-feira, que vários Estados estrangeiros usaram imagens da crise migratória em Ceuta para criticar a política da União Europeia. O governante garantiu ainda que todos os países do bloco manifestaram solidariedade para com Espanha.
Os ministros do Interior da União Europeia reuniram-se, esta terça-feira, por videoconferência para analisar a resposta à crise migratória em Ceuta. O encontro acontece depois da entrada de dezenas de milhares de migrantes no enclave espanhol e do intenso debate político que o episódio desencadeou na Europa.
Centenas de migrantes concentraram-se em Ceuta, esta segunda-feira, para receber alimentos e água distribuídos pelas autoridades espanholas. Esta terá sido a primeira ajuda alimentar em quatro dias, após a crise migratória iniciada na semana passada.
Rita Rato Nunes notou que as justificações de Marrocos "parecem previsíveis" e sublinhou que "cada lado tem uma versão".
O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, revelou, que falou com o homólogo espanhol, Pedro Sánchez, sobre a crise migratória em Ceuta, destacando que a maioria dos migrantes que entraram no enclave espanhol já regressou a Marrocos.
O Papa Leão XIV manifestou preocupação com a situação em Ceuta e defendeu uma solução baseada na paz. O pontífice sublinhou a necessidade de proteger a dignidade humana e promover o diálogo perante a crise migratória.
O agendamento da reunião responde aos pedidos de 22 Estados-membros para analisar a crise migratória no enclave espanhol e também do Governo espanhol.
O elevado número de vítimas mortais registado durante a crise migratória em Ceuta está a colocar forte pressão sobre as autoridades locais. Os serviços de emergência e as equipas forenses enfrentam dificuldades para responder à dimensão da tragédia.
O ministro do Interior espanhol, Fernando Grande-Marlaska, apelou a uma resposta mais solidária dos parceiros europeus face à crise migratória em Ceuta. Criticou o que classificou como atitudes "egoístas" de alguns países da União Europeia e defendeu uma resposta comum ao aumento da pressão migratória.
Milhares de manifestantes concentraram-se junto à Embaixada de Marrocos, em Madrid, para contestar a entrada em massa de migrantes no enclave espanhol de Ceuta. O protesto decorreu num ambiente de forte tensão entre os dois países.
Nas últimas horas, Marrocos deteve 70 pessoas pelo alegado envolvimento nos incidentes ocorridos na crise migratória, que já fez, pelo menos, 67 mortos.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, rejeitou, na sexta-feira, a suspensão das regras do espaço Schengen na sequência da crise migratória em Ceuta, defendendo antes um reforço da vigilância nas fronteiras marítima e terrestre do sul de Portugal.
À semelhança do que já foi sugerido por Itália e pela Finlândia, na sequência da crise migratória em Ceuta.