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Serviços secretos: o caso do falso espião russo que pôs a PJ a caçar gambozinos

Um jovem de 24 anos que dizia ser espião para a Rússia virou a Justiça de pernas para o ar. Houve ações encobertas falhadas. Um inspetor da PJ matou um dos seus cães com a arma de serviço. Outro foi apontado como informador. E o motorista do comandante da PSP de Lisboa foi apanhado a perseguir uma coluna móvel da Judiciária.

Sasha” nunca foi espião. Era, juntamente com o “Baltazar” e a “Malu”, um dos cães do inspetor da Polícia Judiciária (PJ) Francisco Santos Jorge, até ao dia em que o dono disparou dez tiros com a sua arma de serviço contra o animal, supostamente de estimação. O relato da morte de “Sasha” foi contado ao telefone pelo próprio e ouvido pelos colegas da PJ que estavam a investigar uma alegada rede de espionagem controlada pela embaixada da Rússia, em Lisboa, mas cuja existência não terá passado da fértil imaginação de um jovem de 24 anos chamado Miguel Rodrigues, que mostrou algum conhecimento do ofício, mas com sinais de mitomania bem acima das suas possibilidades.

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