Centenas de jovens na rua contra pacote laboral e precariedade que se eterniza
Vários jovens participaram num protesto e dizem ser contra o pacote laboral que consideram "grave".
Vários jovens participaram num protesto e dizem ser contra o pacote laboral que consideram "grave".
No novo documento em cima da mesa das negociações com os patrões e a UGT, o Governo volta a alargar a duração dos contratos a prazo para três anos, aceita uma proposta da CIP que os pode generalizar nas calamidades, deixa cair o aumento de férias que tinha proposto antes da greve geral e estabelece que a jornada contínua, que chegou a ser apresentada como um novo direito dos pais, só avança com acordo do empregador.
Ministra do Trabalho afirmou que vai aguardar que os parceiros sociais apresentem "propostas mais concretas" de alteração ao Código do Trabalho. UGT está convencida de que o Governo deixou cair as traves mestras ao garantir "total disponibilidade para negociar".
Banco de horas individual, ‘outsourcing’ logo após despedimentos ou o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve estão entre as medidas mais contestadas pela UGT.
Na fábrica de Palmela a adesão à greve geral no primeiro turno não permite arrancar a produção, garante o coordenador da comissão de trabalhadores.
O pacote laboral apresentado pelo Governo prevê a revisão de centenas de artigos do Código do Trabalho. Alterações aos contratos e simplificação de despedimentos distanciam o Governo dos sindicatos.
Paralisação está marcada para a próxima quinta-feira.
UGT considerou que está tudo em aberto, mas a ministra insiste em propostas contestadas pela central sindical.
A menos de um mês da data prevista para a greve geral, dezenas de sindicatos já anunciaram a sua vontade de se juntar ao protesto.
Para já a paralisação está marcada apenas para 11 de dezembro.
Entre as mais de 100 propostas de mexidas ao Código do Trabalho, a socióloga Anabela Vogado e o advogado Frederico Assunção avaliam as mais sensíveis. Caso sejam implementadas, os trabalhadores saem prejudicados, dizem ambos à SÁBADO.
O secretário-geral da CGTP anunciou hoje uma greve geral para 11 de dezembro.
Rosário Palma Ramalho sinaliza três alterações ao seu anteprojeto de alterações ao Código do Trabalho: uma clarificação não explicada das regras de atestados médicos na amamentação, introdução de jornada contínua para pais, mães e talvez avós, e “uma pequena alteração” ao nível dos deveres de informação ao trabalhador.
A decisão do Tribunal Constitucional favorável aos tripulantes que se encontravam com contratos a prazo não foi alvo de recurso pela companhia aérea. Segundo o sindicato, a decisão aplica-se a todos os casos similares e abre a porta a indemnizações que podem ascender a 300 milhões de euros.
Os socialistas, numa pergunta enviada através do parlamento, querem que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho explique "que casos são estes e onde é que eles estão" e pretendem ainda saber se a Autoridade para as Condições do Trabalho ou a Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego "têm alguns elementos que possam provar" estas afirmações.