Pacote laboral chumba no Parlamento: não houve acordo entre o PSD e o Chega
Proposta de lei do Governo foi rejeitada na generalidade.
Proposta de lei do Governo foi rejeitada na generalidade.
O salário médio é uma estatística simpática. Faz-nos sentir melhor. É como aquelas fotografias de Natal da família do Cristiano Ronaldo em o primo em terceiro grau, por contágio estatístico, se sente momentaneamente milionário.
Há cada vez mais adesão à greve geral marcada para esta quarta-feira, 3 de junho.
Vários jovens participaram num protesto e dizem ser contra o pacote laboral que consideram "grave".
No novo documento em cima da mesa das negociações com os patrões e a UGT, o Governo volta a alargar a duração dos contratos a prazo para três anos, aceita uma proposta da CIP que os pode generalizar nas calamidades, deixa cair o aumento de férias que tinha proposto antes da greve geral e estabelece que a jornada contínua, que chegou a ser apresentada como um novo direito dos pais, só avança com acordo do empregador.
Ministra do Trabalho afirmou que vai aguardar que os parceiros sociais apresentem "propostas mais concretas" de alteração ao Código do Trabalho. UGT está convencida de que o Governo deixou cair as traves mestras ao garantir "total disponibilidade para negociar".
Banco de horas individual, ‘outsourcing’ logo após despedimentos ou o alargamento dos serviços mínimos em caso de greve estão entre as medidas mais contestadas pela UGT.
Na fábrica de Palmela a adesão à greve geral no primeiro turno não permite arrancar a produção, garante o coordenador da comissão de trabalhadores.
O pacote laboral apresentado pelo Governo prevê a revisão de centenas de artigos do Código do Trabalho. Alterações aos contratos e simplificação de despedimentos distanciam o Governo dos sindicatos.
Paralisação está marcada para a próxima quinta-feira.
UGT considerou que está tudo em aberto, mas a ministra insiste em propostas contestadas pela central sindical.
A menos de um mês da data prevista para a greve geral, dezenas de sindicatos já anunciaram a sua vontade de se juntar ao protesto.
Para já a paralisação está marcada apenas para 11 de dezembro.
Entre as mais de 100 propostas de mexidas ao Código do Trabalho, a socióloga Anabela Vogado e o advogado Frederico Assunção avaliam as mais sensíveis. Caso sejam implementadas, os trabalhadores saem prejudicados, dizem ambos à SÁBADO.
O secretário-geral da CGTP anunciou hoje uma greve geral para 11 de dezembro.