60 anos da Ponte 25 de Abril: as populações desalojadas
As obras forçaram a transferência de 12 mil pessoas. Muitas viviam em barracas e foram deslocadas para bairros como o Relógio e a Musgueira. A crise ficou à vista
As obras forçaram a transferência de 12 mil pessoas. Muitas viviam em barracas e foram deslocadas para bairros como o Relógio e a Musgueira. A crise ficou à vista
Nasceu numa casa que viria a ser da família Champalimaud, vendeu sumos a estrelas de cinema, recebeu reis e Presidentes no primeiro restaurante do Guincho – onde um Primeiro-Ministro nadou nu
Autarquia vai distinguir o ator pela sua "excecional carreira artística".
A companhia, em comunicado, promete "um recital imperdível para piano e voz" que junta o maestro António Victorino d'Almeida, ao piano, e a atriz Maria do Céu Guerra.
O empurrão de Mário Soares, a “surpresa” que Isaltino guardou em Oeiras para a TV e o despertar de Cavaco: como nasceu o maior plano de habitação da democracia portuguesa.
O Ministério Público abriu já um inquérito para investigar a agressão contra o ator Adérito Lopes, da companhia de teatro A Barraca, no Dia de Portugal, 10 de junho.
A violência triunfal da extrema-direita serve-se de um Governo que só é forte com os fracos.
O ataque de um bando de nazis a um actor do grupo de teatro A Barraca não é um episódio solto nem apenas cobarde. É cobarde mas é mais do que isso. Ele é a representação simbólica e material da agressão a toda uma sociedade que se revê na cultura.
Entre os seis detidos está um elemento da PSP, tal como elementos de grupos de segurança privada, o que demonstra o risco de violação do sigilo deste tipo de investigações junto das forças de segurança portuguesas.
"O combate à violência dos radicalismos políticos faz-se também com a garantia de mais segurança", com a presença de "mais polícia", defende a autarquia de Carlos Moedas. BE contrapõe: "Apenas existe a ação violenta e de ódio da extrema-direita".
Agressão contra o ator Adérito Lopes motivou esta concentração.
Neste momento, em Portugal e no Mundo, já não se limitam a agitar a bandeira da liberdade de expressão, tendo, para usar uma expressão popular, passado das palavras aos actos.
"O que aconteceu ontem [na terça-feira], as suas conotações, os seus fundamentos, a sua natureza, releva de um ato absolutamente inaceitável num país como Portugal", afirmou Maria Lúcia Amaral.
Sérgio Moras, colega de Adérito Lopes, e o médico que tratou do ator agredido relatam o filme dos acontecimentos que culminaram na agressão junto ao teatro A Barraca.
Adérito Lopes foi agredido por um grupo de extrema-direita, em Lisboa, quando entrava para o teatro para se preparar para o espetáculo Amor é fogo que arde sem se ver.
"Este crime não pode passar impune. A violência contra a liberdade de expressão e de criação não pode passar", lamentou o encenador e dramaturgo.