Ucrânia: Putin aceita retomar negociações trilaterais com Kiev e Washington
A Rússia e a Ucrânia ainda divergem profundamente quanto aos termos para um acordo, enquanto os seus exércitos permanecem em confronto no campo de batalha.
A Rússia e a Ucrânia ainda divergem profundamente quanto aos termos para um acordo, enquanto os seus exércitos permanecem em confronto no campo de batalha.
O presidente norte-americano, Donald Trump admitiu, esta segunda-feira, estar disposto a reunir-se com Vladimir Putin e Xi Jinping para discutir o fim da guerra na Ucrânia, mesmo sem a presença de Volodymyr Zelensky. Depois de criticar o presidente ucraniano, a quem acusou de não ter conseguido pôr fim ao conflito, Trump defendeu que outra pessoa deveria negociar em nome de Kiev.
A suspensão da aplicação das medidas previstas numa lei recentemente aprovada pelo Congresso, que visa especificamente o setor energético russo, foi condenada pela Ucrânia, agravando as tensões que se têm vindo a acumular entre Kiev e Washington.
Sublinhando que "não se pode deter Putin desta forma", Zelensky considerou que, pelo contrário, o presidente russo "sente alegria e satisfação ao ver que conta com o apoio norte-americano.
Num encontro com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na quinta-feira em Bruxelas, Macron prometeu que a França vai continuar ao lado de Kiev.
Num discurso perante os chefes de Estado e de Governo da União Europeia o presidente ucraniano avisou que, em 2027, a guerra "vai custar 155 mil milhões de euros".
Os dois líderes reuniram-se à margem de uma cimeira de dois dias entre chefes de Estado e de Governo da União Europeia, na qual Zelensky foi convidado a participar na sexta-feira.
Volodymyr Zelensky apelou ao restabelecimento do acesso à rede de satélites Starlink, de que o país depende para enfrentar os constantes ataques de mísseis russos.
O navio consta da lista de sanções da União Europeia, segundo o presidente francês.
Hoje, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ameaçou que a Ucrânia vai responder se a Rússia não aceitar uma trégua energética este inverno.
O presidente ucraniano sublinhou ainda que, durante a noite de domingo para hoje, a Ucrânia não atingiu nenhuma instalação energética na Rússia, ao contrário de Moscovo.
"Todo o meu apoio ao Presidente Zelensky, que lidera a luta pela liberdade do seu povo", acrescentou a responsável europeia.
"O anúncio deste cessar-fogo foi uma novidade para mim. Mas, se os russos concordarem com um cessar-fogo energético, a Ucrânia concordará", declarou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, este sábado, que Volodymyr Zelensky teve várias oportunidades para pôr fim à guerra com a Rússia, mas optou por não o fazer. Trump criticou ainda os ataques ucranianos a infraestruturas ligadas ao gasóleo russo, considerando que agravam os problemas de abastecimento energético a nível mundial.
Presidente disse que "qualquer medida de desescalada deve ser recíproca e acompanhada de garantias concretas".
O presidente ucraniano tinha criticado o presidente norte-americano por chegar a acordo com a Rússia sobre combustíveis.