O Algarve da alta roda
Há décadas que a zona de Vale do Lobo e da Quinta do Lago passou a ser o refúgio de verão dos notáveis, que não dispensam o golfe nem os almoços no Gigi.
Há décadas que a zona de Vale do Lobo e da Quinta do Lago passou a ser o refúgio de verão dos notáveis, que não dispensam o golfe nem os almoços no Gigi.
A herdade do clã tornou-se o salão de visitas das elites. Até o Presidente Américo Tomás participou nas caçadas que ali se realizavam duas vezes por ano. As praias eram ignoradas, mas, na década de 90, começaram a surgir os primeiros forasteiros de sangue azul.
À aristocracia dos vencimentos mais altos – liderada pelo futebol, as maiores empresas cotadas e negócios como a advocacia – juntam-se os novos vencedores da economia: fundadores de unicórnios e barões de fundos. Muitos casos mostram que os maiores ganhos com o trabalho estão além do salário.
Quem assume a liderança dos negócios nas grandes famílias, os novos dados da operação Cartão Vermelho e os conteúdos mais arriscados da rede social são os destaques desta quarta-feira.
Os Mello fizeram uma revisão do protocolo com a quinta geração, Paula Amorim tem o filho mais velho a trabalhar com ela na Amorim Luxury, a ZU é liderada por um neto de Belmiro de Azevedo. Todos trabalharam fora primeiro, e a maioria teve experiências internacionais
Após "dificuldades que se revelaram insanáveis", o grupo liderado por Pedro Soares dos Santos encerra a cadeia de retalho especializado em chocolates e confeitaria, mas assegura que os cerca de 60 empregos estão garantidos.
As negociações com a MediaForEurope, um contacto aberto por António Horta Osório, incluem a permanência dos Balsemão no capital e na gestão da dona da SIC e do Expresso. Quem mandará no imediato está por acertar, mas os italianos vêm para controlar - agora ou mais tarde. Há otimismo, mas incerteza, sobre a concretização do negócio, que não deverá incluir um perdão de dívida bancária. Os Soares dos Santos pensaram investir, mas queriam cortar a fundo e mandar - Balsemão não aceitou.
Para Soares dos Santos "o que se está a assistir é que se está a transferir para o privado e os Estados têm obrigação de investir para o bem-estar das suas populações".
Filho de um empresário nascido em Alcobaça e de mãe francesa, nunca trabalhou com o pai, que fundou um Grupo com mais de 23 mil trabalhadores. Estudou nos EUA e gosta de andar de barco nas praias da Arrábida.
A Jerónimo Martins avança que foi o Observador que a abordou para que fosse acionista, mas que não pretende reforçar a sua posição além dos 4,99%.
A Jerónimo Martins participou num aumento de capital de 2,4 milhões de euros da Observador On Time. Dona do Pingo Doce passa a deter 4,99% do capital do jornal.
Apostou tudo contra o império de supermercados que ajudou a Jerónimo Martins a construir na Polónia e fez uma das maiores fortunas em Portugal. É um viajante extremo, que já esteve em todos os países do mundo. Financia a IL e é o maior acionista do jornal Observador. Visionário e duro a gerir, é terra a terra no trato - e muito discreto.
Pedro Soares dos Santos tem criticado a falta de qualidade dos políticos e o facto de não olharem para o futuro do país num horizonte mais longo.
O presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, voltou a ser o gestor português mais bem pago do PSI - ganha acima dos 3 milhões de euros, mais do dobro de Andy Brown, líder da Galp, que surge em segundo lugar. No top das maiores remunerações, oito presidentes levam para casa um cheque superior a 1 milhão de euros.
O grupo espanhol Dia estará a tentar desfazer-se da operação em Portugal, onde opera sob a insígnia Minipreço. Sem interessados no conjunto da rede total, alguns rivais estarão interessados na aquisição de "pacotes" de vários estabelecimentos, avança o El Economista.
Líder da dona do Pingo Doce critica a atuação do Governo no contexto da escalada dos preços dos produtos alimentares, acusando, aliás, o ministro da Economia de estar por detrás de uma "grande mentira" ao voltar os holofotes para a grande distribuição.