Rentrée: três partidos, zero país
Três partidos diferentes, unidos por uma característica cada vez mais evidente: nenhum parece ter uma ideia particularmente séria sobre o país que quer construir
Três partidos diferentes, unidos por uma característica cada vez mais evidente: nenhum parece ter uma ideia particularmente séria sobre o país que quer construir
O ministro-alvo eternizar-se-á enquanto alvo enquanto se eternizar como ministro. De arrasto, leva uma inspeção geral, coisa pouca, e criará novos problemas (no governo, na PJ, na IGSJ). Nessa altura, o problema não será um ministro. Será tudo o resto. Mas o caso é como uma nódoa de óleo: enquanto não se limpa, alastra.
As sondagens são só sondagens – no início de março de 2025, Pedro Nuno Santos também surgia na liderança, para depois perder estrepitosamente – mas dão um sinal. Que esse sinal imponha cautela generalizada é hoje o maior fator de estabilização da política portuguesa. Mudanças significativas nos alinhamentos podem mudar tudo, mas enquanto assim estivermos, valha-nos o Santo Inquirido.
O primeiro modelo de inteligência artificial português já está disponível. A SÁBADO testou-o, mas a IA portou-se mal: errou, inventou factos e nomes, alterou a História de Portugal, criou disparates e perfeitas alucinações. Divertido? Sim, mas um embaraço.
Os deputados vão a banhos nas águas do Algarve e do Oeste, mas são mais criativos a decidir o destino dos seus opositores políticos: há cruzeiros para Cuba, retiros de silêncio, recomendações “graxistas” e até estadias espaciais.
Ser do contra e ser alternativa não são a mesma coisa e o PS podia ter percebido isso com o resultado de Pedro Nuno Santos há um ano, que o tornou claríssimo. Carneiro tem de decidir se quer ir para Grândola ou se quer ir para São Bento. O caminho não é o mesmo.
À aristocracia dos vencimentos mais altos – liderada pelo futebol, as maiores empresas cotadas e negócios como a advocacia – juntam-se os novos vencedores da economia: fundadores de unicórnios e barões de fundos. Muitos casos mostram que os maiores ganhos com o trabalho estão além do salário.
"Se o Governo insistir na desumanidade, em querer castigar os mais humildes, os mais vulneráveis e os mais pobres, o PS votará contra", assegurou.
No 43.º Congresso do PSD, Luís Montenegro promoveu o seu "bando dos quatro" para vices. Não guardou rancores contra o Chega pelo pacote laboral, mas quis mostrar a Ventura e a Passos quem é o reformista na sala.
"Perante uma reforma que falhe por causa da esquerda e do Chega, a IL irá apresentar medidas que melhorem a vida dos portugueses", disse deputado liberal.
No discurso que proferiu no Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro.
Os resultados do estudo mostram que a população tem tendência a valorizar critérios de reciprocidade, reconhecendo maior merecimento a quem contribuiu para a sociedade, no entanto, rejeita “perspetivas excessivamente punitivas ou excludentes”.
Medina abriu consultora financeira depois de ser ministro das Finanças. Galamba é consultor de Energia depois de tutelar a pasta. Cordeiro faz o mesmo no Ambiente e tem como sócio deputado do PS que está na comissão do Ambiente (e que nega estar a fazer lobbying).
Costa e Seguro estão fora da política interna, mas têm discípulos a passar a sua mensagem. Os seguidores de Pedro Nuno ainda mexem e Duarte Cordeiro terá o futuro que quiser.
E ainda a petição contra a rotunda de Otelo em Oeiras, o recrutamento de Alexandra Leitão em Bruxelas e os elogios de Galamba
As últimas novidades do código laboral não são novidades, são coreografia. Entrou-se na fase em que a discussão substantiva - que, de resto, nunca o foi muito – passou definitivamente para o campo do “a culpa foi do outro”.