Governo, patrões e UGT voltam a reunir-se hoje sobre alterações à lei laboral
Apesar do 'chumbo', o órgão executivo máximo da UGT a ministra do Trabalho apelou à continuação do processo negocial em sede de Concertação Social.
Apesar do 'chumbo', o órgão executivo máximo da UGT a ministra do Trabalho apelou à continuação do processo negocial em sede de Concertação Social.
Esta reunião acontece depois de o secretariado nacional da UGT ter votado contra a proposta de revisão da legislação laboral apresentada pelo Governo.
Nos últimos meses, o Governo tem reunido com a UGT e com as quatro confederações empresariais, deixando a CGTP de fora dos encontros.
Nos últimos meses, o Governo tem optado por reunir-se com a UGT e com as quatro confederações empresariais, deixando a CGTP de fora dos encontros.
No novo documento em cima da mesa das negociações com os patrões e a UGT, o Governo volta a alargar a duração dos contratos a prazo para três anos, aceita uma proposta da CIP que os pode generalizar nas calamidades, deixa cair o aumento de férias que tinha proposto antes da greve geral e estabelece que a jornada contínua, que chegou a ser apresentada como um novo direito dos pais, só avança com acordo do empregador.
Esta terça-feira decorreu mais uma reunião no Ministério do Trabalho, em Lisboa.
Armindo Monteiro espera concluir "este processo hoje" e disse que "assim que terminar este processo" a confederação vai propor "um plano" de rendimentos para aumentar os salários.
O Executivo tem tido várias reuniões técnicas com as quatro confederações patronais (CIP, CCP, CTP e CAP) e a UGT para negociar as mais de 100 alterações à lei laboral.
Erros políticos, greve e um novo ator: como a UGT, que representa um número residual dos traba lhadores do privado, ganhou protagonismo nas negociações da reforma laboral
António José Seguro já tinha defendido que o país precisa de "um acordo equilibrado" em matéria de legislação laboral.
Manuel Castro Almeida explica que "se não há acordo não é por falta de vontade" do Executivo.
As negociações sobre o pacote laboral terminam sem acordo pela ausência de entendimento com a UGT.
Perante as críticas da CGTP e da UGT, o executivo entregou à UGT uma nova proposta com algumas cedências e novas medidas, mas reiterou que não está disponível para retirar toda a iniciativa, nem para deixar cair as traves mestras das alterações anunciadas.
Reunião está agendada para as 15:00 no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa
O encontro deverá contar apenas com a presença das quatro confederações patronais
Parlamento Europeu aprovou o envio do acordo do Mercosul para o Tribunal de Justiça para parecer sobre compatibilidade com tratados europeus, após votação renhida.