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Ventura vai ter "reunião final" com Montenegro esta semana sobre pacote laboral

Lusa 18:53
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André Ventura disse que "a reunião é entre duas pessoas e entre dois partidos que têm dialogado" e considerou ser "um pouco indiferente saber quem a pediu".

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta segunda-feira que vai ter uma "reunião final" com o primeiro-ministro e líder do PSD, Luís Montenegro, "em princípio" na quinta-feira, sobre o pacote laboral.

O presidente do Chega, André Ventura, fala em conferência de imprensa
O presidente do Chega, André Ventura, fala em conferência de imprensa Tiago Petinga/LUSA_EPA

"Terei esta semana uma reunião final com o primeiro-ministro a propósito desta matéria. Depois de semanas, de meses, em que o Chega foi apontando o que estava errado, apelando à redireção do projeto e do processo por parte do PSD, ficará naturalmente decidido, por força da antecipação do calendário proposto pelo PSD, o sentido de voto e a sorte e o destino desta reforma laboral no Parlamento", afirmou.

O líder do Chega indicou que a reunião "em princípio será no dia 11", quinta-feira, mas não quis dizer qual das partes propôs este encontro.

André Ventura disse que "a reunião é entre duas pessoas e entre dois partidos que têm dialogado" e considerou ser "um pouco indiferente saber quem a pediu".

O presidente do Chega, que já ameaçou votar contra a proposta do Governo logo na generalidade, afirmou que o partido tem manifestado "toda a abertura de diálogo e toda a abertura para a negociação" sobre a alteração da lei laboral, mas "tem sempre valores fundamentais de que não abdica".

"A descida da idade da reforma, a proteção de quem trabalha por turnos ou em horas extraordinárias, o fim das reformas vitalícias no âmbito laboral e político, o teto às reformas milionárias, são mesmo condições fundamentais para o Chega neste processo", elencou.

Questionado se o Chega vai permitir que a proposta de lei baixe à especialidade sem votação na generalidade, Ventura disse que "é prática parlamentar" os partidos não se oporem a esses requerimentos.

No entanto, disse não acreditar que esse pedido seja feito.

Nesta conferência de imprensa, o líder do Chega adiantou também que o partido agendou para 03 de julho a discussão do seu projeto sobre as condições para a reforma.

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