Candidato previa encaixar 1 milhão em apoios públicos mas os votos que recebeu no último domingo ficaram aquém do esperado.
Os resultados eleitorais determinam o valor do apoio do Estado recebido pelos candidatos e há dois, casos de António José Seguro e André Ventura, os mais votados nas urnas no último domingo, que vão ter direito a mais de 1 milhão de euros. Mas o problema é quando as expectativas acabam por se revelar demasiado altas para os resultados que depois são alcançados, como aconteceu com Luís Marques Mendes que, entre o orçamento que fez para a campanha e o que vai receber de subvenção, conta com um 'prejuízo' de cerca de meio milhão de euros.
Marques Mendes foi um dos grandes derrotados nas presidenciaisJoão Cortesão
De facto, o candidato apoiado pelo PSD tinha um orçamento na ordem dos 1,3 milhões de euros, de acordo com os dados divulgados no final de dezembro pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos, que previa receber 1 milhão de subvenção. Mas o facto de ter tido 11,3% dos votos confere-lhe 'apenas' 744 mil euros do Estado (segundo contas do JN), pelo que o 'prejuízo' ficará a rondar meio milhão de euros. O orçamento da campanha previa ainda somar 320 mil euros em donativos que, a confirmar-se, poderão suavizar o balanço, ainda assim negativo.
António José Seguro e André Ventura, por sua vez, não vão precisar de recorrer à calculadora. O candidato apoiado pelo PS, vencedor da noite eleitoral (31,1%), vai receber 1,7 milhões de euros do Estado, o que cobre largamente o orçamento previsto, de 1,1 milhões de euros. Já o líder do Chega, segundo na votação, com 23,52%, previa gastar 900 mil euros e vai 'encaixar' 1,3 milhões.
Os restantes candidatos ficaram fora do campeonato dos milhões. João Cotrim de Figueiredo, terceiro, com 16% dos votos, vai receber de subvenção perto de 980 mil euros e previa gastar 500 mil; já Henrique Gouveia e Melo, quarto, com 12,3% dos votos, 'encaixa' perto de 800 mil euros, mas tinha previsto gastar pouco mais de 1 milhão. No documento que entregou à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos previa arrecadar 300 mil euros em donativos.
Entre os restantes, Catarina Martins, António Filipe, Jorge Pinto, Manuel João Vieira, André Pestana e Humberto Correia obtiveram resultados abaixo dos 5% dos votos, por isso não têm direito a subvenção, pelo que as despesas terão de ser cobertas com apoio partidário ou donativos.
Recorde-se que, segundo a lei, o valor total da subvenção pública na eleição do Presidente da República é calculado multiplicando por 10 mil o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), perfazendo 4,18 milhões de euros para o sufrágio realizado no domingo.
Deste total, 20% são repartidos em partes iguais pelos candidatos que obtiveram pelo menos 5% dos votos e os restantes 80% são distribuídos na proporção dos votos validamente expressos.
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