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Centenas de professores dão aulas sem receber nas universidades

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 13 de janeiro de 2026 às 23:00

Durante anos a fio os investigadores lecionam com contratos precários e sem remuneração. Académicos e sindicato referem “largas centenas” de casos. Universidades consideram que as aulas fazem parte do pacote remuneratório do contrato, um critério disputado por vários académicos.

Ana Ferreira dava aulas há perto de uma década quando, em 2019, a direção da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) comunicou que deixaria de ser paga. A investigadora do Departamento de Sociologia tinha um contrato de bolsa de pós-doutoramento e dava até quatro horas semanais de aulas, o limite para não quebrar o dever de exclusividade - a direção passou a entender que as aulas já faziam parte das funções previstas no contrato de investigadora, pago através da faculdade. A situação tornou-se mais bizarra quando percebeu que investigadores de outras universidades, com contratos iguais, continuariam a ser pagos por dar aulas na FCSH.

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