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Presidenciais: Seguro diz que Ventura quer mudar de regime

Candidato presidencial voltou à ideia de que "nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos" que disputam a segunda volta.

O candidato presidencial António José Seguro perguntou esta quarta-feira se Portugal aceitaria viver "cinco anos de turbulência" e de oposição desde Belém contra o primeiro-ministro, como diz que faria o seu opositor André Ventura, acusando-o de querer "mudar de regime".

Seguro diz que Ventura quer mudar de regime e que traria cinco anos de turbulência
Seguro diz que Ventura quer mudar de regime e que traria cinco anos de turbulência JOSÉ COELHO/LUSA

Num almoço de campanha em Castro Verde, distrito de Beja, Seguro voltou à ideia de que "nunca foi tão fácil identificar o que separa os dois candidatos" que disputam a segunda volta, têm dois perfis e dois caminhos políticos completamente diferentes.

"E a pergunta que eu vos faço é muito clara. O país aceita ter um caminho e viver cinco anos de turbulência, de divisão, de semear ódio, pôr portugueses uns contra os outros, de fazer oposição a partir de Belém contra o primeiro-ministro. É isso que os portugueses querem?", perguntou.

Pelo contrário, Seguro promete ser "Presidente que una, que agregue, moderado, dialogante".

"Um Presidente que não foge aos problemas, os encara de frente, mas encontra nas regras da democracia as soluções para colocar todos, particularmente o Governo, exigindo-lhe resultados no sentido de encontrar as melhores respostas para que os portugueses possam ter uma vida melhor", apontou.

O candidato presidencial apoiado pelo PS avisou que isto não "é uma fábula" e avisou para os riscos que considera que representa o seu opositor na segunda volta das presidenciais.

"Enquanto nós queremos mudar o regime, o meu adversário quer mudar de regime e nós não vamos permitir que se mude de regime porque amamos o nosso regime e a maneira como vivemos nele", avisou.

Seguro perguntou à plateia se queria correr esse risco e, como não ouviu à resposta à primeira, insistiu na pergunta.

"Pode ser um bocadinho mais alto? Muito bem, ouvi perfeitamente. Então qual é a melhor maneira de evitar esse risco? É mesmo um Seguro contra o risco", disse.

Um dia depois da sondagem da Católica que o dá com 67% contra os 33% de Ventura, Seguro voltou a avisar que apesar da "vantagem considerável", não são as sondagens que "elegem presidentes".

"Nós temos que ir votar. No outro dia encontrei uma senhora que me disse: 'ah, se eu não for votar também, mais voto, menos voto...' Não é verdade porque se todos pensarem assim, então não temos votos absolutamente nenhuns", enfatizou.

Para o candidato apoiado pelo PS é essencial que todos vão às urnas no domingo e "não basta ter o voto no coração ou ter o voto na cabeça".

"É preciso que esse voto entre dentro da urna e que possa somar a outros votos, a milhares, a milhões de votos, para que a candidatura que eu protagonizo possa sair vencedora no próximo domingo", pediu.

Já sobre a tempestade Krsitin, Seguro admitiu receio de que a burocracia e a inoperância do Estado atrasem a chegada dos apoios às pessoas e empresas afetadas.

"Eu temo que a tradicional burocracia, alguma inoperância de estruturas do Estado dificultem ou façam com que haja atrasos na chegada desses apoios às pessoas. E é neste momento que as pessoas precisam desse apoio e precisam dessa urgência. Não é depois", vincou o candidato.