Primeiro-ministro disse ter uma expectativa positiva acerca da participação dos portugueses nas eleições presidenciais.
O primeiro-ministro apelou este domingo a uma grande participação nas eleições presidenciais, sustentando que os portugueses não devem delegar "a possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da nação", para enfrentar os próximos cinco anos que vão ser "muito desafiantes".
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Luís Montenegro alerta que próximos anos serão “muito desafiantes”
"Esta é uma decisão soberana dos portugueses que não devem delegar a possibilidade de escolherem o mais alto magistrado da nação, aquele que é no nosso sistema político um elemento-chave do equilíbrio dos poderes, da coesão social, nacional para enfrentarmos neste caso cinco anos que serão seguramente muito desafiantes", disse Montenegro.
O primeiro-ministro falava aos jornalistas depois de ter exercido o seu direito de voto, cerca das 10h40, na escola primária n.º2 em Espinho, no distrito de Aveiro.
Luís Montenegro chegou à escola cerca das 10h30, mas teve de esperar alguns minutos numa pequena fila que conduzia à secção de voto n.º 7, tendo sido o 79.º eleitor daquela secção a depositar o seu voto na urna, neste domingo.
À saída, o primeiro-ministro disse ter uma expectativa positiva acerca da participação dos portugueses nas eleições presidenciais, considerando que há um interesse acrescido devido à imprevisibilidade dos resultados.
"Creio que esta é uma eleição altamente disputada, com muitos candidatos e com um interesse, eu diria, acrescido face às anteriores relativamente aos resultados e à imprevisibilidade desses mesmos resultados, portanto é natural que possa haver também maior atrativo para que haja uma grande participação", referiu.
Montenegro deu ainda conta dos desafios para o futuro, não só no plano nacional, mas também no plano externo, lembrando o papel do Presidente da República para "assegurar o reforço da coesão social, económica do país e o reforço da sua capacidade de intervenção no plano interno e externo".
"Olhamos para a Presidência da República e para o seu protagonista como alguém capaz de construir elementos de coesão, elementos de aproximação, elementos de motivação do país, do ponto de vista social, do ponto de vista territorial, do ponto de vista político e económico", observou.
Montenegro disse ainda ter expectativa de, enquanto primeiro-ministro, manter com o novo Presidente da República um relacionamento como tem acontecido até aqui, "com uma coexistência, coabitação de poderes que é a consagração do espírito constitucional e também de um equilíbrio e de uma interdependência que também estão presentes nas nossas regras constitucionais".
Admitiu ainda a possibilidade de haver uma segunda volta daqui a três semanas, atendendo ao que estudos de opinião foram dizendo ao longo do tempo e também à quantidade de candidatos e à qualidade dos candidatos.
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Luís Montenegro alerta que próximos anos serão “muito desafiantes”
"Isto já é uma consideração que eu acho que posso fazer sem ferir nenhum tipo de apreciação daquilo que está hoje em causa na tranquilidade da escolha dos portugueses, mas provavelmente vamos encontrar-nos mais ou menos por esta altura, daqui a três semanas, numa segunda volta, mas isso só logo à noite é que vamos saber", observou.
O primeiro-ministro revelou ainda que irá passar o dia em Espinho e ao final do dia rumará para Lisboa onde irá acompanhar a noite eleitoral.
Presidenciais: Montenegro diz que os próximos cinco anos vão ser "muito desafiantes"
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