Portugal vai ter 22 novos comboios até 2023

Lusa 07 de janeiro de 2019
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O ministro das Infraestruturas diz que 22 novos comboios vão chegar num prazo máximo de quatro anos. Pedro Marques salientou que há 20 anos que ninguém encomendava comboios.

Os 22 novos comboios para a CP - Comboios de Portugal, cujo concurso foi hoje lançado, chegarão num prazo máximo de quatro anos, avançou o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques.

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"Chegarão num prazo máximo de quatro anos. Sim, a contratação pública demora até um ano, sim, os projetos técnicos e construção desses comboios demoram até dois anos e, depois, precisamos de um ano para testes e entrada em produção desse material", explicou o governante na cerimónia de lançamento do concurso para a compra de novos comboios, na estação de Marco de Canaveses, distrito do Porto, que contou com a presença do primeiro-ministro, António Costa.

Pedro Marques salientou que há 20 anos que ninguém encomendava comboios e, se o tivesse feito, esses já cá estavam e não era preciso esperar.

Além disso, o ministro acrescentou que este novo material circulante vai ter de compatibilizar o sistema de controlo de segurança, processo que demora mais, mas que já fica feito para o futuro.

O contrato para a compra de 22 unidades automotoras, por 168 milhões de euros, tem um prazo de execução de oito anos, segundo o anúncio do procedimento publicado em Diário da República.

No texto sobre o modelo de anúncio do procedimento de negociação para a compra de "12 unidades automotoras bimodo e 10 unidades automotoras elétricas, respetivas peças de parque e ferramentas especiais e a prestação de serviços de manutenção, preventiva e corretiva, acompanhada da prestação de serviços de formação" especifica-se que o valor do preço base é de 168,21 milhões de euros.

A maioria do investimento em causa será assegurada por fundos europeus, num total de mais de 109 milhões de euros do FEDER e do Fundo de Coesão, a vigorar no período de programação 2021-2027. O restante valor - 58,8 milhões de euros -, será pago com recurso a verbas nacionais, nomeadamente do Fundo Ambiental, refere o documento.

Mas, tendo em conta que a disponibilidade destas verbas nem sempre coincide com as necessidades de pagamento aos fornecedores, o executivo abre a possibilidade de a CP recorrer a um empréstimo da Direção-Geral do Tesouro e Finanças "por adiantamento das verbas a transferir pelo Fundo Ambiental, a reembolsar até 2026 e a ser pago através das referidas transferências anuais provenientes do Fundo Ambiental", detalha a resolução.
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