Portugal é o segundo pior a dar resposta a doentes não-covid

Portugal é o segundo pior a dar resposta a doentes não-covid
Diogo Barreto 30 de junho

Só a Hungria tem uma percentagem de atos médicos não realizados superior. Relatório mostra ainda que portugueses estão entre os mais insatisfeitos com os apoios governamentais.

A pandemia em Portugal causou, diretamente, a morte de 17 mil pessoas e levou muitos milhares de pacientes aos cuidados intensivos. No entanto, a sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde (SNS) teve outro impacto: a incapacidade de responder às necessidades da população com outras patologias. Um relatório europeu aponta que Portugal teve o segundo pior registo de "cuidados de saúde que não foram prestados durante a pandemia".

O relatório da Fundação Europeia para a Melhoria das Condições de Vida e de Trabalho (EUROFOUND) de maio mostra que desde o início da pandemia, 21% dos europeus faltaram, ou viram ser adiada, uma consulta ou um tratamento. Os países com maiores taxas de atos médicos prejudicados na União Europeia foram a Hungria (36%), Portugal (34%) e a Letónia (29%). 

A justificação mais usada para estas falhas foi o facto de as consultas e tratamentos não poderem ser feitos em hospitais devido à pandemia. O segundo motivo mais usado é o das longas listas de espera, revela o relatório Viver, trabalhar e covid-19 (atualização de abril de 2021): saúde mental e confiança degradam-se em toda a UE à medida que a pandemia entra no segundo ano. Os dados foram recolhidos entre fevereiro e março, meses em que Portugal esteve de novo confinado devido aos números de covid-19 (o pico de internados foi atingido na primeira semana de fevereiro).

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