Os quatro coveiros da Portugal Telecom

Esta quarta-feira, Zeinal Bava prestou declarações na Operação Marquês. Recorde a investigação da SÁBADO à queda da maior empresa portuguesa.

Os mais de 400 quilómetros que separam Torre de Moncorvo de Lisboa não impediram que as ondas de choque do terramoto provocado pelo negócio feito, em 2014, pela Portugal Telecom (PT) em obrigações da Rioforte (Grupo Espírito Santo) atingissem também aquela vila transmontana.

Foi apenas uma questão de tempo e de valores, conforme ficou registado a 8 de Janeiro de 2015, o dia em que o 2º sargento da GNR local preencheu um "auto policial" pouco ou nada habitual por aqueles lados. A começar pela identificação dos ilustres denunciados: os então administradores da PT "sr. Henrique Manuel Fusco Granadeiro e Zeinal Abedin Mohamed Bava" e os "antigos e actuais administradores do BES, na pessoa do sr. Ricardo do Espírito Santo Silva Salgado e outros".

É a partir de dezenas de testemunhos e do acesso a documentos confidenciais que podem ser contadas as histórias da vida de uma empresa que chegou a valer em Bolsa mais de 12 mil milhões de euros. A PT foi um autêntica multinacional que acabou desmembrada porque se envolveu numa teia de influências e em negócios que levaram ao seu desaparecimento até como marca.

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