Zeinal Bava, a marioneta de Salgado

Zeinal Bava, a marioneta de Salgado
António José Vilela 26 de julho de 2017

No interrogatório, o Ministério Público acusou o antigo gestor da PT de se deixar instrumentalizar por Ricardo Salgado


A 20 de Fevereiro deste ano, o Ministério Público (MP) contactou por telefone e por fax o advogado José António Barreiros. O objectivo era avisá-lo que o cliente, o "suspeito" Zeinal Bava, antigo administrador e presidente da Comissão Executiva da Portugal Telecom (PT), SGPS, estava notificado para ser interrogado como arguido no âmbito da Operação Marquês. A data anunciada pelo MP não deixava margem para dúvidas sobre a urgência do acto judicial a realizar nas instalações do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) em Lisboa: 24 de Fevereiro, a partir das 10h.

Nesse dia da notificação de Bava, o procurador Rosário Teixeira fez duas outras diligências: convocou também Henrique Granadeiro, tendo especificado que o antigo chairman e presidente-executivo da PT seria interrogado também quatro dias depois, mas da parte da tarde; e mandou pedir várias informações e documentação à PT Prestações, nomeadamente os dados sobre as participações detidas ou geridas por aquela entidade no ex-BES e as aquisições realizadas nos aumentos de capital social daquele banco, "com datas e montantes de subscrição".

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