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O atrelado, o tanque, o carro e a confiança de Montenegro: tudo o que Luís Neves disse no Parlamento

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Ministro da Administração Interna foi ouvido na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias

Luís Neves
Luís Neves lusa
Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 15:05
autor Luana Augusto

Terminou a audiência a Luís Neves: confira aqui os principais pontos discutidos nesta sessão

O ministro da Administração Interna tem estado envolvido em várias polémicas, desde o atrelado que forneceu ao seu amigo e empreiteiro da Construbarcelos, ao carro Volkswagen que conduz e que pertence ao traficante "Xuxas". Como consequência, Luís Neves foi ouvido esta terça-feira na audição regimental no parlamento.

- Pedro Pinto, do Chega, questionou quando é que o ministro se pretende demitir, mas Luís Neves garantiu que só se vai "embora quando o primeiro-ministro entender".
- Luís Neves garantiu ainda que os 150 mil euros que tinham de ser pagos para a PJ se desfazer do atrelado "foi o valor apresentado por uma empresa especialista" e que esse lhe foi comunicado pelo diretor financeiro.
- O Livre perguntou como é que se entrega um atrelado que pertence ao Estado a uma empresa privada "sem haver nenhum documento". Luís Neves adiantou que a PJ tem "centenas de casos informais".
- Ainda sobre o atrelado, considerou que quem devia ter documentado o transporte do mesmo "não era o diretor nacional".
- Sobre o carro em que circula e que pertence a Xuxas, defendeu que todo o material apreendido e que é utilizado para a prática de crimes deve ser "utilizado pelo Estado".
- Quanto aos licenciamentos do tanque/piscina, deixou claro que "nenhuma viga foi mexida" e que pediu uma reunião com a Câmara Municipal de Odemira.
- Neves foi ainda questionado sobre as "sulipas", que segundo a IL chegaram ao ministro "por meios não oficiais". O ministro descartou que tenham sido furtadas e que tem documentação.
- Sobre a declaração de rendimentos, diz que a regularizou, quando soube que o devia fazer.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 14:08
Isabel Dantas

Luís Neves responde por atacado e há deputados que não esperam pela resposta

Luís Neves ouviu as perguntas dos mais de 30 deputados e respondeu por 'atacado. De referir que alguns deles deixaram a sala antes de o ministro começar a responder. Eis alguns dos temas que Neves focou:

Elogios à PJ

"A PJ e Portugal têm vindo a desmantelar estruturas organizacionais externas que aqui procuram descarregar drogas ou fazer branqueamento de capitais. Os meios foram alocados às fronteiras aeroportuárias, foram 360 meios. A nossa operação  aeroportuária é vista hoje como um exemplo e temos de fazer um agradecimento à PSP. Pela primeira vez em 10 anos esperamos encontrar 100 por cento de cumprimento da lei."

Instalações das forças de segurança

"De facto, tudo o que o deputado do PS disse, são questões que nos preocupam. As instituições estão a ficar envelhecidas, esperamos retomar conversações com as estruturas sindicais, de acordo como que vinha de trás. Tenho falado com dezenas de autarcas, que também estão preocupados."

Temos que não executaremos nas costas dos nossos autarcas. Uma esquadra para estar aberta é preciso mais de 15 pessoas. O que todos disseram é que querem mais polícias na rua e vamos lutar por essa proximidade. Estamos a tentar recrutar funcionários administrativos. A base remuneratória para estas pessoas é muito baixa e preferem ficar nas suas terras, em vez de virem para as zonas urbanas."

Famos falar com os sindicatos e iremos calendarizar os dias e os temas que iremos debater. Assumo, mesmo antes de exercer funções de MAI, sempre disse que enquanto polícia era necessário encontrarmos formas de melhor remunerar as polícias de base e mantenho isso."

Resposta a Rui Rocha

"Rui Rocha quero pedir-lhe desculpa, nunca aqui quis menorizar a posição de qualquer deputado. Estou a falar de um funcionário de base que não sei se quer ser identificado. Estou tranquilo relativamente às entradas do meu capital próprio, da minha família e dos empréstimos que contraí."

Sobre a Operação Pacova, os 150 mil euros (para destruir os químicos do atrelado) foram indicados pelo diretor financeiro da PJ, em quem confio.

Violência doméstica

"Sim, temos muita violência doméstica e muitas das violações cometidas acontecem numa relação de proximidade. Tem de haver uma deteção precoce, em que todos temos de estar envolvidos."

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:56
autor Luana Augusto

IL questiona como é que o ministro pagou os terrenos

A segunda parte da audição a Luís Neves arrancou com as últimas questões dos deputados ao ministro da Administração Interna, que tem estado cercado de polémicas.

Rui Rocha, da Iniciativa Liberal, por exemplo, questionou como é que o ministro pagou os terrenos em 2024 e com que meios. Sobre os químicos, perguntou quem está a dizer a verdade: a ministra da Justiça, que afirma que a destruição dos mesmos custaram 144 mil euros, ou o ministro da Administração Interna. Perguntou ainda o que supostamente vai acontecer aos químicos.

Os restantes deputados, como do PCP, PS ou CDS, fizeram questões centradas nas forças de segurança, nomeadamente sobre as instalações degradadas das forças de segurança ou bodycams. Foi ainda abordada a questão dos incêndios, da violência doméstica, novamente a questão de Sesimbra, entre outros temas.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:40

Recomeça a audição

São retomados os trabalhos.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:27

Audição a Luís Neves: "Ministro continua a justificar que cometeu erros que resultam da natureza humana"

A carregar o vídeo ...
Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:26
Isabel Dantas

Trabalhos interrompidos

Os trabalhos são interrompidos por alguns minutos, devendo prosseguir por volta das 12h30.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:25
autor Luana Augusto

Deputado do JPP questiona Neves sobre o que irá mudar nas instalações das forças de segurança da Madeira

O deputado do JPP Filipe Sousa lembra a visita do ministro à Madeira e questiona o que irá mudar nas instalações das forças de segurança na Região depois da sua visita.

Em resposta, Neves responde que não gostou do que viu e que "nestes seis meses" já viu "largas instalações da PSP e da GNR". Esclarece ainda que as forças de segurança têm uma lista de prioridades e que são as forças que "têm de dizer quais são as suas prioridades".

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:24
Isabel Dantas

Luís Neves: "Todas as conversas com o senhor primeiro-ministro são sérias e leais"

Inês Sousa Real, deputada do PAN, quer saber se o ministro sente que tem condições para continuar no cargo, voltando a abordar a questão da utilização de bens da PJ - o Wolkswagen Golf - e a declaração de rendimentos.

Luís Neves é taxativo: "Tenho a confiança em mim próprio para continuar no cargo. Todas as conversas com o senhor primeiro-ministro são sérias e leais."

Sobre o carro, o ministro recorda que a PJ não tinha a informação de que o Golf fora "arrestado" e não apreendido, "essa comunicação nunca nos tinha sido feita".

Já no que toca à declaração de rendimentos reitera: "Não há nenhum diretor nacional, ministro, deputado ou cidadão que ao longo da sua vida cumpre todas as suas obrigações de forma linear. Todos somos pessoas. Sobre a declaração, já fiz mea culpa, nas minhas declarações nunca houve qualquer intenção de ocultar qualquer tipo de património." 

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:14
autor Luana Augusto

Luís Neves diz que situação em Sesimbra "não se confirmou" e que imagens de videovigilância comprovam essa afirmação

Em resposta ao deputado João Almeirda do CDS, Luís Neves disse que a situação em Sesimbra de um suposto desembarque de 30 pessoas, "não se confirmou" e que as imagens de videovigilância comprovam essa afirmação. Além disso, adiantou que as autoridades falaram com todos os intervenientes no caso.

Sobre a crise em Ceuta, disse que "poucos momentos após" a chegada de milhares de imigrantes, "Portugal tomou providências, aumentou a vigilância, articulando com os colegas de Espanha quer nas fronteiras terrestres e marítimas".

Luís Neves falou ainda da questão de tráfico de estupefacientes em Lisboa e Porto. Considerou que este "problema não é só da polícia", mas sim "do que se faz a toxicodependentes que vivem como sem-abrigos".

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:11
Marta Rodrigues

Andreia Galvão: "A lei era para todos ou só para os outros?"

Andreia Galvão, do Bloco de Esquerda, começa por mencionar os oito anos sem declarações de rendimentos e a irregularidade no caso do atrelado. "Quem é o português que se livra de uma multa de trânsito por alegar que não é uma pessoa de papéis? A formalidade que se exige a um cidadão comum não pode ser inferior à que se pede a um ministro."

"A lei era para todos ou só para os outros?" Luís Neves responde que, durante a carreira, tomou "milhares de decisões escritas e verbais".

Volta ao atrelado para dizer que quem fez o transporte devia tê-lo documentado, "Não era o diretor nacional" que tinha essa responsabilidade. 

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:05
Marta Rodrigues

João Almeida alerta sobre insegurança e imigração ilegal

João Almeida, do CDS, salienta os problemas de segurança em Lisboa e no Porto, particularmente o tráfico de droga a Norte. Questiona o que está a ser feito para resolver. 

Refere ainda as "ameaças devido à imigração ilegal". Depois de lembrar a crise migratória de Ceuta, questiona o que Portugal está a fazer para combater o risco da imigração chegar ao País. Solicita ainda um esclarecimento sobre o que aconteceu em Sesimbra. 

Pergunta também que condições e garantias há de que esses concursos fazem ocupar as vagas. Termina a perguntar o que está a ser feito sobre a formação de profissionais administrativos, para que possam ir para o terreno.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 12:04
Isabel Dantas

Paula Santos: "O senhor ministro e o governo deixaram arrastar esta situação"

Paula Santos, do PCP, constata que "chegámos aqui porque o senhor ministro e o governo deixaram arrastar esta situação". "Acha que é adequado, numa iniciativa de um comando da PSP, fazer uma intervenção que é uma resposta a um partido político, o Chega?" Luís Neves explica que se sentiu atacado publicamente e que, por isso, defendeu-se. 

A deputada quer saber também por que não há um espaço público do Estado para colocar o atrelado. "Esta questão gera perplexidade", refere. "Há difculdades em encontrar depósitos porque há cada vez mais material apreendido. Já se tinha esgotado tudo o que referia a locais para depositar. Um dos armazens estava cheio de azeite adulterado, no Alentejo. A JP passou o caso para a ASAE, mas a ASAE não tinha espaço para guardar aquele material", explica o MAI.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:49
autor Luana Augusto

Paulo Muacho do Livre: "É importante que estes casos não ponham em causa o trabalho da Administração Interna, mas é isso que tem acontecido"

Após as respostas de Luís Neves, o deputado do Livre Paulo Muacho começou por dizer que espera "que todas as averiguações sejam divulgadas". "É importante que estes casos não ponham em causa o trabalho da Administração Interna, mas é isso que tem acontecido", lamentou.

Paulo Muacho trouxe ainda à baila o tema da "segurança rodoviária", uma vez que, segundo o deputado, os dados do "Conselho Europeu mostram que Portugal não reduziu a mortalidade rodoviária" em 10 anos. Falou ainda sobre uma possível reforma no Código da Estrada e que medidas é que estão nos planos do Governo.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:47
Marta Rodrigues

Luís Neves: "Temos centenas de casos informais"

Luís Neves responde: "Temos centenas de casos informais". Exemplifica que a PJ, por vezes, tem de pedir informalmente colocar câmaras de vigilância em privados. "A informalidade acontece muito mais vezes do que parece."

Sobre o atrelado, disse que o diretor financeiro, em quem confia plenamente, fez saber que tinha um problema: "Tinha produtos que tinham de sair da Marinha. Apresentou a solução que era colocar nesse armazém porque quando recebeu a chamada sobre esta urgência estava junto desta pessoa, a fazer uma inspeção a uma obra. O que devia ter sido feito e não foi, pelos serviços administrativos, foi um auto de depósito e declaração de fiel depositário. Não houve qualquer pagamento pelo depósito durante os meses que ali esteve."

Quanto às destruições, diz que há "verba pública para isso. Tínhamos isso calendarizado, mas esta despesa não estava prevista".

Relativamente à declaração de rendimentos, diz que regularizou a situação quando soube que o devia fazer. 

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:43
autor Luana Augusto

Livre questiona o ministro se não havia "nenhum documento" da entrega do atrelado à empresa

O deputado do Livre Paulo Muacho começou por considerar que muitas das declarações que têm sido dirigidas ao ministro, Luís Neves, têm um "único objetivo": "denegrir o trabalho da PJ e o seu trabalho à frente da PJ". Apesar disso, não deixou de considerar que "existem questões que precisam de esclarecimentos".

Sobre o atrelado, questionou como é que se entrega "algo do Estado a uma empresa privada sem haver nenhum documento". Além disso, quis saber o que a empresa privada ganhou com isso.

Sobre a declaração de rendimentos, perguntou se dentro da PJ não havia ninguém que alertasse "a direção que tem essa obrigação".

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:39
Marta Rodrigues

Rui Rocha questiona sobre as sulipas e os empréstimos

Rui Rocha, da IL, fala das sulipas, que considera um "caso irrisório". "Chegaram a si por meios não oficiais." Pede que o ministro esclareça os portugueses "quem foi o intermediário, quanto lhe pagou e como".

Luís Neves responde que foi um trabalhador que entregou as sulipas e a quem pagou. Rejeita que tenham sido furtadas ou desviadas e garante que existe documentação que sustenta a legitimidade da transação. 

Rui Rocha acredita que o intermediário "foi inventado pelo ministro". "Diga quem é essa pessoa para podermos ir aos registo da Infraestruturas de Portugal confirmar". Luís Neves responde que o trabalhador da Comboios de Portugal está identificado e que o valor também. 

Questiona ainda quando pediu os empréstimos no vaor de 225 mil euros que lhe permitiram comprar os terrenos em 2024 e 2025.

O MAI responde que, no ano passado, recebeu 95 mil euros de uma herança dos pais, depois da venda de um imóvel, valor que está tributado. "Paguei mais de 62 mil euros em impostos no ano transato. Essa venda não tem de constar da declaração da Entidade da Transparência."

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:38
Isabel Dantas

Luís Neves e o tanque/piscina: "Nenhuma viga foi mexida"

Luís Neves responde a Rui Rocha e assegura que "nunca" sonegou "informação". "Já assumir à Autoridade para a Transparência que cometi uma falha. No primeiro momento em que nos alertaram cumpri essas obrigações", garante, afiançando ter apenas "um carro" e que tem somente "uma conta bancária".

Sobre a questão dos 150 mil euros, custo para a destruição do material apreendido na operação da JP, Luís Neves recorda que "a informação tem que ver com a operação Pacova. Não meti." "Falou na questão do desrespeito à decisão judicial, em determinados produtos por vezes passam-se anos que não são destruídos, como é o caso da droga, e é preciso acumular determinado produto, por causa das despesas."

"Relativamente aos licenciamentos (do tanque em Odemira), estamos a falar de remodelações internas em que nenhuma viga é mexida. Pedi uma reunião com a câmara de Odemira para resolver. Não há aqui qualquer mentira", conclui.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:33
Isabel Dantas

Rui Rocha: "Não sei se veio no Golf de Xuxas"

Rui Rocha, deputado da Iniciativa Liberal, começa por dizer, em jeito de provocação, não saber se o ministro se deslocou até à AR "no Golf de Xuxas". Depois, garante que Luís Neves "não tem condições para continuar", adiantando que o governante "mentiu compulsivamente aos portugueses". Enumera a questão das "obras particulares com um empreiteiro que trabalhara para a PJ", o facto de não ter entregue "registos de interesses durante 8 anos", entre outras polémicas.

"Sendo esta a minha convicção, a verdade é que, como deputado, tenho o dever se escrutínio. O senhor ministro pertence ou pertenceu à maçonaria?" Luís Neves garante que não.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:27
autor Luana Augusto

Luís Neves: os 150 mil euros que custariam destruir o material "foi o valor apresentado por uma empresa especialista"

Em resposta à deputada do PS Isabel Moreira, Luís Neves começou por explicar mais uma vez a questão dos 150 mil euros, - valor que custaria a destruição do material do atrelado. Garantiu que esse "foi o valor apresentado por uma empresa especialista", embora depois se tenha apurado que esse valor seria significativamente mais baixo.

Considerou ainda que o diretor financeiro, que foi quem falou pela primeira vez nesse valor, era "uma pessoa de confiança".

Sobre a viatura onde circula, e que pertencia ao traficante conhecido como "Xuxas", defendeu que todo o material apreendido e era utilizado na prática de crimes devia ser "utilizado pelo Estado". Esclareceu ainda que "o que se passou com essa viatura foi um contrato assinado por um diretor".

Terminou a sua resposta ao acrescentar que está "tranquilo" com toda esta situação e que está "confortável com tudo o que fiz."

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:25
Marta Rodrigues

Isabel Moreira: "Cabe ao primeiro-ministro" avaliar a legitimidade de Luís Neves

Isabel Moreira, do PS, inicia a intervenção a dizer que o "móbil por detrás da quantidade de informações, falsas ou vedadeiras," que tem saído na comunicação social sobre Luís Neves "tem a ver com o tabalho que realizou como diretor da PJ. Era profundamente detestado pela extrema-direita e parte da direita clássica". 
"Independentemente do desfecho dos processos, há uma série de inquéritos  a que não podemos escapar", continua. Isabel Moreira lamenta que, por causa disso, "deixem de ocupar o espaço público responsabilidades atuais da tutela" e os "problemas do país". 
Relativamente à permanência do ministro no cargo, remete ao líder do Executivo: "Cabe ao primeiro-ministro avaliar se esta cotrovérsia é compatível com a direção de uma tutela do Estado." Importa "saber se o primeiro-ministro considera que o Governo pode continuar neste estado permanente de confusão". 
Questiona "qual é o dano reputacional que já foi causado à PJ" e salienta o "custo político da situação. É com estes casos que sobrevive o Chega, barulho causado pela extrema direita". O escrutínio "é legítimo, mas "comparação com criminosos é revelador dos métodos do Chega". A moção de censura "Não exclui o ministro de uma valiação".

Para terminar, deixa uma série de perguntas a Luís Neves: "Qual foi o ato formal que autorizou a saída do atrelado das instalações da PJ a uma entidade exterma? Que critérios levaram à escolha da Construbarcelos e foram avaliadas outras soluções públicas ou privadas? Qual era o valor específico para recolher, transportar e destruir apenas os produtos da operação Pacoba? Que componentes integrava o orçamento global de 144 mil euros e a quantos processos dizia respeito? Foram pedidos ou comparados outros orçamentos? Que despacho autorizou a cedência da viatura ao MAI? Qual é a duração e fundamento do comodato? Que critérios justificaram a manutenção da viatura depois de deixar a PJ?!

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 11:05
Isabel Dantas

Luís Neves: "Temos orgulho no que fizemos"

Luís Neves intervém a seguir, admitindo ter "pouca prática em aproveitar o tempo disponível". Depois, diz que quer responder às críticas, enumerando uma série de medidas levadas a cabo pelo seu ministério. "Foi com o 24º Governo e com o 25.º, o atual, que as forças de segurança tiveram o maior aumento da sua história", garante, enumerando depois as 'compras' realizadas recentemente, nomeadamente viaturas, dispositivos eletrónicos de imobilização, armas, bastões, espingardas, coletes de proteção, entre outros. "Compramos para dar confiança a quem nos defende e a quem está na rua."


"Temos muito orgulho no que fizemos e estamos expectantes no que andamos a semear. Nestes meses interagi com autarcas, vi instalações policiais e não gostei do que vi. Mas não é num ano ou dois que se consegue alavancar o que durante décadas não se cuidou", conclui o ministro da Administração Interna.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:55
autor Luana Augusto

PSD elogia trabalho de Luís Neves: nos incêndios "só não fez chover, mas andou lá perto"

O deputado do PSD António Rodrigues elogiou o trabalho de Luís Neves e apelou-o de "ministro estrela do Governo".

Disse que apesar de "todos os insultos", "continuou a fazer o que tinha de fazer". "Está sistematicamente preocupado desde o primeiro dia com as condições dos incêndios. Só não fez chover, mas andou lá perto." 

Ressaltou que Neves tem "tido um bom desempenho" e abordou o momento em que o "ministro ia às 5h da manhã para o aeroporto" para avaliar o desempenho no local.

Criticou ainda a forma como os deputados, principalmente os do Chega, se têm dirigido ao ministro. "Estão preocupados em destruir o Governo do País."

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Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:50
Marta Rodrigues

Pedro Pinto: "Que confiança podem os portugueses ter em si?"

Para terminar o seu tempo, Pedro Pinto remata o tema das carreiras das forças de segurança dizendo que "não é a abrir concursos" que se valoriza os profissionais, mas sim "com melhores salários".

Volta à legitimidade de Luís Neves no cargo de MAI e questiona: "Que confiança podem os portugueses ter em si? Está a gerir o ministério com o mesmo amiguismo que geriu a PJ."

O deputado do Chega conclui a intervenção com uma citação de Sá Carneiro, histórico do PSD: "Primeiro o país, depois o partido e depois as circunstâncias pessoais. O ministro faz o oposto!" 

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Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:48
Isabel Dantas

Luís Neves: "A senhora deputada devia estar noutra sala..."

Vanessa Barata, do Chega, fala em "manifesta inaptidão deste ministério" para resolver os problemas dos polícias, "que o senhor ministro tem o dever de representar". "O que fez para resolver o problema da desertificação das forças de segurança?", questiona.

"Quando li a parte inicial na parte inicial da minha intervenção, a senhora deputada devia estar noutra sala. Há falta de atratividade para concorrer à PSP e estamos a arranjar soluções. Queremos recrutar mais gente para a PSP e para a GNR, esperamos para o ano ter novamente dois concursos", explica Luís Neves. 

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:46
Isabel Dantas

"Galera estava em Barcelos legitimamente"

Pedro Pinto, do Chega, questiona o ministro sobre o motivo que terá levado que a PJ a ir buscar o atrelado a Barcelos. "Soube no dia seguinte, a galera estava lá legitimamente", responde Luís Neves.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:42
autor Luana Augusto

Luís Neves responde a Pedro Pinto, do Chega: "Relativamente às obras, reconheço o erro"

Luís Neves respondeu ao deputado do Chega Pedro Pinto, que questionou quando é que o ministro pondera demitir-se. "Não vou meter o meu lugar à disposiçao"

Quanto ao atrelado, recordou que foi "suscitada a dificuldade de armazenar produtos" e que esta dificuldade foi abordada pelo então diretor financeiro da PJ. "Disse que não tínhamos espaço e tinha uma solução e eu aceitei."

Relativamente às declarações de rendimento, disse que faz "mea culpa" porque não se recordou "que tinha de fazer a declaração".

Já obre as obras, voltou a referir: "Também faço mea culpa". "É um erro que reconheço e nunca deveria ter feito". Ainda assim, sublinha: "Não havia nada para esconder."

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:36
Marta Rodrigues

Pedro Pinto questiona quando Luís Neves vai deixar o Governo

Pedro Pinto, do Chega, inicia a ronda de questões ao MAI. O deputado considera que Luís Neves "não esclareceu nada" na sua declaração inicial e que "não tem condições nem credibilidade" para continuar no cargo. Questiona "quando se vai embora". 

Em resposta, Luís Neves avança: "Vou embora quando o Governo terminar ou quando o primeiro-ministro entender". 

O deputado do Chega começa então a enumerar os casos que envolvem o nome do ministro, repetindo que Luís Neves não tem legitimidade para se manter no cargo. 

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:33
Isabel Dantas

Luís Neves pede que o deixem trabalhar

Luís Neves abordou no seu discurso inicial "as investigações em curso", disse respeitá-las, exigindo que lhe seja permitido "trabalhar com independência com serenidade e sem condicionamentos". "Enquanto estas instituições fazem o seu trabalho, eu faço o meu. Queremos deixar uma Administração Interna mais preparada do que a que encontrámos." 

"Não prometemos resolver os problemas de um dia para outro, queremos instituições fortes, profissionais mais protegidos e populações mais seguras", concluiu.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:27
autor Luana Augusto

Luís Neves faz balanço do seu trabalho enquanto ministro: "Nunca haverá zero crimes ou zero ameaças"

Luís Neves começou por apresentar esta terça-feira o trabalho realizado até agora, enquanto ministro da Administração Interna. Falou do envelhecimento da PSP, dos problemas de segurança que não devem ser desvalorizados, relembrando o caso do gangue do Rolex e o ataque que aconteceu na Baixa de Lisboa. Defendeu, acima de tudo, que "nunca haverá zero crimes ou zero seguranças". Destacou ainda o problema com a "venda do louro prensado e outros produtos como se fossem drogas".

Nos aeroportos, ressaltou a "grande instabilidade" que existia mas garantiu que a situação hoje "é diferente". "Desde domingo, que está a decorrer a recolha de dados biométricos que está a ser feito a todos os passageiros."

Falou ainda da importância da segurança rodoviária, do combate aos incêndios e sublinhou que é preciso reforçar fronteiras. 

Recordando o apagão que ocorreu na Península Ibérica e sobre o SIRESP considerou que são necessárias medidas "robustas". "Estamos a executar um programa de modernização reforçando a capacidade de funcionamento em condições extremas."

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:16
Isabel Dantas

Problema de sala

Pedro Pinto, do Chega, questiona Paula Pinto, presidente da comissão, sobre as condições da sala, que considera não ter condições para os muitos jornalistas e os deputados. A deputada do PSD responde que a Sala do Senado está com problemas de som.

Sala cheia
Sala cheia Lusa
Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:12
Isabel Dantas

André Ventura ausente

André Ventura, um dos maiores críticos de Luís Neves, não está presente nesta audição regimental ao ministro da Administração Interna. Os trabalhos devem começar dentro de instantes, a sala está cheia.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 10:05
Isabel Dantas

Luís Neves chega bem-disposto

Luís Neves chega agora à sala das comissões e não presta declarações aos jornalistas. O ministro da Administração Interna traz uma mala na mão, sorridente e aparentemente bem-disposto.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 07:50
Lusa

Declarações de património e o carro de 'Xuxas'

Luís Neves viu também serem levantadas dúvidas sobre não ter entregue à Entidade para a Transparência e ao Tribunal Constitucional as suas declarações de património enquanto liderou a PJ, uma obrigação para todos os detentores de cargos públicos.

Mais recentemente, foi noticiado que Luís Neves conduz um carro apreendido judicialmente no processo que condenou Ruben Oliveira, conhecido por 'Xuxas', a 20 anos de prisão por tráfico de droga, algo que o ministro defendeu em declarações na Madeira, durante uma cerimónia da PSP, ter enquadramento legal.

O caso do atrelado, do carro apreendido e das obras em Odemira estão a ser alvo de investigação por parte do Ministério Público, tendo os dois primeiros processos um caráter urgente.

Estão ainda a decorrer uma investigação às obras em Odemira no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Beja e um processo no Tribunal de Contas (TdC) relativo a uma contraordenação que resultou de um relatório datado de 2023 quando estava à frente da PJ.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 07:48
Lusa

Disponível para "responder a qualquer questão"

Luís Neves afirmou na semana passada que estará disponível para "responder a qualquer questão" do líder do Chega, André Ventura, no debate regimental. O ministro e o Governo estão sob pressão há quase dois meses, desde que foi noticiado pelo jornal Nascer do Sol as suspeitas de irregularidades em obras a título privado numa propriedade do ministro em Odemira, nomeadamente no que diz respeito à construção de uma piscina, levadas a cabo por um empreiteiro amigo de Neves e que por 17 vezes ganhou contratos de empreitadas para obras na PJ.

Seguiram-se notícias sobre a entrega ao mesmo empreiteiro, João Carvalho, dono da Construbarcelos, de um atrelado apreendido pela PJ na 'Operação Pacoba', contra o tráfico de droga, ficando à guarda deste empreiteiro com bidões com químicos no seu interior, os quais Luís Neves disse não terem sido destruídos devido ao elevado custo que isso acarretava e que a PJ não tinha verbas para comportar.

Há 1 semana 08 de setembro de 2026 às 07:46
Lusa

Luís Neves presta esclarecimentos

O ministro da Administração Interna vai ser esta terça-feira ouvido em audição regimental no parlamento, onde deverá prestar esclarecimentos sobre as recentes polémicas em que esteve envolvido, referentes ao período em que foi diretor nacional da Polícia Judiciária. 

A audição regimental na Assembleia da República, a partir das 10h00, tem como objetivo fazer um balanço e prestar esclarecimentos aos deputados sobre as políticas do ministério, mas Luís Neves deverá ser confrontado com perguntas dos deputados sobre as polémicas que têm surgido nos últimos quase dois meses.