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O dia C da democracia

Maria Henrique Espada
Maria Henrique Espada 31 de março de 2026 às 23:00

A Constituinte sobreviveu a um cerco (que Pinheiro de Azevedo alvitrou terminar à bomba), golpes e contra-golpes, a deputados sem salário e a muitos berros de “fascista”. Terminou em júbilo e hino: cumpriu a missão.

Às 9h05 da manhã do dia 2 de abril de 1976, Henrique de Barros, presidente da Assembleia Constituinte, declara abertos os trabalhos daquela que seria a última sessão. Segue-se a fastidiosa chamada, um a um, dos presentes, mais a leitura, na íntegra e durante toda a manhã, do texto final da Constituição Portuguesa. A seguir ao almoço, na votação, os 250 deputados explodem em júbilo e cantam em uníssono, da UDP ao CDS, o hino nacional, com ímpeto e bastante afinado. Faz 50 anos, e aquele foi o desfecho feliz de um percurso acidentado.

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