Movimento contesta Carlos Carreiras sobre terreno investigado pela PJ

Movimento contesta Carlos Carreiras sobre terreno investigado pela PJ
Carlos Rodrigues Lima 09 de setembro de 2017

"Também És Cascais" garante que alteração ao PDM de 2014, investigada pela Polícia Judiciária, aumentou a capacidade de construção

O movimento "Também És Cascais" contestou, esta sexta-feira, os números apresentados pelo presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, relativamente ao impacto de uma alteração ao PDM, em 2014, num conjunto de terrenos na freguesia de Birre. O caso está a ser investigado pela Polícia Judiciária, que em julho fez buscas à autarquia. Porém, o autarcado do PSD tem garantido até hoje que a tal alteração não fez a capacidade de construção aumentar.

Num comunicado enviado às redacções, o "Também És Cascais" refere que, durante a vigência do PDM anterior a 2014,  "a edificabilidade máxima admitida era de cerca de 70 mil m2 (sendo 50 mil de habitação e 20 mil de equipamentos e serviços) e não os 208 mil m2 indicados por Carlos Carreiras", durante um debate com a candidata do PS, Gabriela Canavilhas. 

Uma das suspeitas em cima da mesa dos investigadores da Unidade Nacional Contra a Corrupção da Polícia Judiciária prende-se com uma eventual "instrumentalização" da Fundação Aga Khan, em 2014, para se proceder à requalificação do solo, passando de agrícola a urbanizável. Isto é, na altura, a fundação, a autarquia e a entidade gestora do fundo proprietário dos terrenos, a Norfin, assinaram um protocolo que previa a instalação de uma academia da Aga Khan, juntamente com um projecto imobiliário. Porém, a fundação desistiu da ideia, mas os promotores imobiliários não.

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