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Mau tempo: Nível do rio Tejo deve continuar a descer durante a noite

O rio está com a "situação a estabilizar em alta" e espera-se que vá "paulatinamente descendo durante o resto da noite".

O nível do rio Tejo manteve a tendência de descida ao longo de todo o dia e a expectativa das autoridades é que continue a baixar durante a noite e a madrugada, disse à Lusa fonte da Proteção Civil.

Um popular observa as zonas alagadas pela subida das águas do Rio Tejo do alto da aldeia de Santana, Cartaxo
Um popular observa as zonas alagadas pela subida das águas do Rio Tejo do alto da aldeia de Santana, Cartaxo ANDRÉ KOSTERS/LUSA

O rio está com a "situação a estabilizar em alta" e espera-se que vá "paulatinamente descendo durante o resto da noite", embora ainda haja "bastante caudal", afirmou o comandante sub-regional da Proteção Civil do Médio Tejo, no distrito de Santarém, David Lobato.

A mesma fonte indicou que ainda se registam "caudais de 4.000 metros cúbicos por segundo em Almourol", Vila Nova da Barquinha, e, embora a barragem de Castelo de Bode esteja a fazer descargas, o volume de água libertado está a ser "conjugado com as barragens espanholas" para garantir que o nível do Tejo continua a descer.

"Não é expectável que tenhamos problemas, portanto, está a ser um final de tarde muito mais descansado e esperamos que amanhã continue assim", antecipou, perante as previsões que apontam para uma melhoria das condições climatéricas e a redução da precipitação.

David Lobato adiantou ainda que, caso estas expectativas se confirmem, na segunda-feira, o nível de alerta do plano da Proteção Civil distrital de Santarém poderá descer do vermelho para o laranja ou, "eventualmente, até ao amarelo".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu em 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.