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O Governo anunciou um pacote de até 2,5 mil milhões de euros, que se destina às zonas abrangidas pela situação de calamidade após as recentes intempéries.
O Governo já procedeu aos primeiros pagamentos de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, contabilizando cerca de 12.000 pedidos, dos quais 5.000 para reconstruir habitações e 3.500 de empresas, revelou esta quarta-feira o primeiro-ministro.
Mau tempo causa estragos: edifícios danificados e vias cortadas CARLOS BARROSO/LUSA
"Nós estamos hoje já a proceder aos primeiros pagamentos. Nós temos já cerca de 5.000 pedidos para ajuda à reconstrução [...]. São cerca de 5.000 que já estão neste momento processados", afirmou Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas à margem de uma visita a Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra.
Ainda sobre as medidas de apoios às zonas afetadas pela depressão Kristin, o chefe do Governo, que assume transitoriamente a pasta da Administração Interna, indicou que se registam cerca de 3.500 pedidos de empresas no âmbito do acesso a linhas de crédito, "com um volume que já ultrapassa os 540 milhões de euros".
"E em termos de agricultores e produtores florestais, já temos cerca de 3.500 [pedidos] também processados", acrescentou Luís Montenegro.
Em termos de medidas de apoio, o Governo anunciou um pacote de até 2,5 mil milhões de euros, que se destina às zonas abrangidas pela situação de calamidade após as recentes intempéries, em particular a depressão Kristin, com impacto desde 28 de janeiro, há precisamente duas semanas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo (15 de fevereiro) para 68 concelhos de Portugal continental, cuja vigência começou a 28 de janeiro.
Relativamente à reconstrução de habitações, o primeiro-ministro indicou que os cerca de 5.000 pedidos incluem aqueles que são até 5.000 euros e que não têm nenhuma outra diligência que não seja um registo fotográfico a justificar as reparações que são necessárias, mas também os apoios entre os 5.000 e os 10.000 euros, com uma vistoria das câmaras municipais, das juntas de freguesia e das Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).
A informação sobre os apoios disponíveis pode ser consultada no 'site' apoioscalamidade.gov.pt.
Questionado pelos jornalistas sobre ainda haver muito trabalho por fazer na resposta às intempéries que assolam o país, Luís Montenegro afirmou "com certeza que há", realçando que o Governo está a trabalhar "todos os dias".
Sobre se fica mais complicado gerir a situação após a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, o chefe do Governo respondeu que o importante é que as pessoas sintam que as coisas que vão sendo decididas são executadas.
"E é isso que estamos também a fazer, num tempo que é um tempo muito rápido", considerou.
Quanto a questões de prevenção, proteção e socorro, Luís Montenegro assegurou "toda a prontidão em todo o território, mas particularmente naquele território que está hoje com maior incidência", nomeadamente Coimbra, Montemor-o-Velho e Soure, concelhos que estão mais expostos ao risco de cheias e que estão a passar "por uma situação de maior contingência", inclusive com necessidade de evacuação de povoações e de instituições sociais.
"Tudo aquilo que tem de ser feito para que as pessoas não se sintam sozinhas e não estejam, efetivamente, está a ser feito", garantiu.
Em relação à situação de milhares de cidadãos sem abastecimento de energia elétrica, muitos dos quais desde 28 de janeiro, o primeiro-ministro reconheceu que "algumas pessoas" ainda não viram esse problema ultrapassado e sublinhou que o Governo "não pode lamentar mais", ressalvando que "será difícil" lamentar mais do que as populações afetadas.
"Mas está a ser feito o maior esforço possível. Simplesmente, como sabemos, muitas das infraestruturas ficaram absolutamente danificadas e a recuperação é uma recuperação difícil", justificou.
Contudo, reforçou ainda que o trabalho está a ser feito e hoje existem "cerca de 40 mil clientes de energia que ainda não têm a situação reposta", referindo que "já foram menos, inclusivamente, mas com esta saturação, com as chuvas sucessivas, algumas operações de recuperação tiveram alguns percalços".
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
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