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Miriam Assor
Miriam Assor
11 de fevereiro de 2026 às 16:22

Vitória Seguramente Só de Seguro

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Edição de 3 a 9 de fevereiro

Aconteceu o que António Costa, o mesmo Antoninho que faz dez anos afastou-o da liderança do PS à moda Paleolítica, jamais previu: António José Seguro é Presidente da República.

Lembra os amigos da ocasião, os primos direitos dos amigos da onça. Gentalha que passa anos na indiferença, se puderem pisam em cima na lombar com botas da tropa, não querem estar onde o incómodo esteja. Quando se dá o milagre de ter ganho a lotaria, ui, mudança automática de atitude. És cá dos nossos, sempre apostei em ti, estamos como sempre estivemos: juntos. Hipocrisia ao mais alto nível. O fingimento de sentimentos tem parecenças com o comportamento atitude do secretário-geral do PS. Só quem estava desmaiado, completamente desmaiado, desde o coice de António Costa a António José Seguro e despertou  às oito da noite do dia 8 de Fevereiro, achará normal tanta euforia de José Luís Carneiro pela vitória do camarada. Calma. A maioria mantém consciência desperta. Não foi o Partido Socialista que escolheu Seguro para candidato a Belém. O apoio, tímido, sem grandes holofotes, veio após ser pública a linda passarela de políticos. Não lhe sobrava alternativa, porque o silêncio, nesse caso, seria ainda menos cadeiras na Assembleia da República nas próximas legislativas. O PS ficou às escuras na procura de alguém com perfil para tentar ser a primeira figura do estado. Essa é que é. Não há. There isn't. Só Seguro, mas Seguro não dava porque o manda-chuva na Europa não apitou nesse sentido. A candidatura de António José Seguro nasceu pela sua própria iniciativa. Verdade. Seguro e só Seguro, com a sua equipa, evidentemente. O timing virou-se a seu favor, outra verdade. Ventura quer enterrar o PSD e tudo arquitecta para ir ao velório laranja. Cavaco Silva mostrou apoio a Seguro para não ir ao funeral da São Caetano, imagine-se a aflição. A máquina partidária encolheu-se no Largo do Rato. Não saiu. Ficou à janela, como a menina do Vitorino. A ver. Por cautela. Até ser o homem que iria à segunda volta, era como se o próprio sofresse de maleita contagiosa. Longe, distancia, que se pega. No oitavo dia de Fevereiro, diante dos números estrondosos, e da indubitável vantagem, Carneiro festejava, e continua a festejar, como se ele, o secretário-geral socialista, tivesse algo com isso. Não tem. Aconteceu o que António Costa, o mesmo Antoninho que faz dez anos afastou-o da liderança do PS à moda Paleolítica, jamais previu: António José Seguro é Presidente da República, aliás é o Presidente da República mais votado de sempre. Nunca antes, em nenhuma eleição em Portugal, um político obteve tantos votos. Poucochinho, é, não é? Deus não dorme nem toma Xanax.

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