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Dique colapsa no rio Mondego perto da A1

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O dique da ponte dos Casais rompeu na zona de São João do Campo. O trânsito na A1 está condicionado devido ao rebentamento do dique.

O dique da ponte dos Casais no Rio Mondego, nos Casais, em Coimbra, rebentou na tarde desta quarta-feira, junto ao viaduto da autoestrada 1 (A1). A A1 está neste momento cortada nos dois sentidos, devido ao rebentamento do dique.

Subida do Mondego preocupa
Subida do Mondego preocupa Lusa

À Agência Lusa, João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17:45. Fonte da Proteção Civil confirmou à Lusa que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetros 191.

De acordo com este empresário agrícola, há o perigo de haver um novo rebentamento também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, mais a montante.

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A povoação de São Martinho do Bispo fica na margem esquerda do Mondego, e não está a ser diretamente afetada por este rebentamento.

Questionado sobre qual o percurso desta água nas próximas horas, Armindo Valente explicou que a enxurrada irá, à partida, na direção do município de Montemor-o-Velho e povoações de Casal Novo do Rio e Ereira, esta última isolada há uma semana precisamente pela água acumulada no vale central.

Armindo Valente frisou que com o rebentamento da margem a água poderá ficar nos campos agrícolas, entre o canal principal do Mondego e o chamado leito periférico direito - que recolhe água das povoações ao longo da estrada nacional (EN) 111 e as canaliza para o Mondego, a jusante da povoação de Alfarelos (Soure) -- mas também poderá partir o dique esquerdo do periférico direito e ameaçar diretamente o município de Montemor-o-Velho, tal como sucedeu em 2019.

"Se a água entrar no periférico direito [partindo a margem esquerda desse leito], depois só a margem direita impedirá que chegue ao Casal Novo do Rio, a Montemor-o-Velho e à Ereira. Vamos ver se as margens aguentam", explicou.

Por outro lado, após as cheias de 2019, o município de Montemor-o-Velho fez pressão para que fosse instalado (o que sucedeu) um "dique fusível" entre os campos agrícolas e o periférico direito, precisamente para poder receber água que vem do vale central, sem que a margem desse leito quebrasse.

Esse dique só poderá funcionar se a altura de água acumulada nos campos for superior à que corre no periférico direito, o que agora deverá suceder, com o rebentamento do dique.

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