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Mau tempo: Centenas de voluntários esperados na ação "Limpar Freguesias" em Leiria

Lusa 16:19
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A participação é aberta a toda a população, associações e outras entidades, com a autarquia a pedir aos voluntários, para, se possível, levarem "luvas, pás, vassouras ou outro equipamento de apoio, contribuindo para uma maior eficácia da ação".

Centenas de voluntários, incluindo grupos de escuteiros de todo o país, são esperados no sábado, na ação "Limpar freguesias", em Leiria, cujo início foi adiado para as 14h00 devido à previsão de mau tempo.

Imagem aérea de árvores derrubadas pela tempestade Kristin no Pinhal de Leiria na Marinha Grande
Imagem aérea de árvores derrubadas pela tempestade Kristin no Pinhal de Leiria na Marinha Grande PEDRO CASTANHEIRA E CUNHA/LUSA

Esta ação, inicialmente prevista para as 09h00, realiza-se uma semana depois da ação "Limpar Leiria", que reuniu cerca de 600 voluntários na sede do concelho para ajudar nos trabalhos de limpeza após a depressão Kristin.

"A ação mantém-se em todas as freguesias e surge na sequência dos estragos provocados pela depressão Kristin, que afetou diversos espaços públicos, zonas verdes e arruamentos do concelho", explicou a Câmara de Leiria.

Segundo a autarquia, "a iniciativa visa apoiar a recuperação do território, promovendo uma resposta coletiva e solidária, bem como o envolvimento cívico da comunidade na preservação do espaço público".

A participação é aberta a toda a população, associações e outras entidades, com a autarquia a pedir aos voluntários, para, se possível, levarem "luvas, pás, vassouras ou outro equipamento de apoio, contribuindo para uma maior eficácia da ação".

"O município apela ainda à mobilização em grupo, incentivando a participação de amigos, familiares e vizinhos".

O concelho de Leiria tem 20 freguesias, sendo que esta ação decorre em 25 locais. Maioritariamente, a concentração das pessoas é nos respetivos largos da Igreja, na sede das freguesias.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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