Inação da Força Aérea vai custar nove milhões ao Estado

O Estado vai gastar 9 milhões de euros a contratar privados para operar helicópteros porque a Força Aérea não formou aqueles de que necessitava. Desde 2018 que estava previsto os militares assumirem as missões aéreas de luta contra os fogos.

A Força Aérea Portuguesa publicou, em dezembro de 2021, um concurso no valor de 9,3 milhões de euros para a operação de três helicópteros ligeiros de combate aos fogos de 2023 a 2026. Isto apesar de, em 2018, o Governo de António Costa ter definido que seria a Força Aérea Portuguesa (FAP) a assegurar, por meios próprios, a operação dos voos de combate aos incêndios a partir de 2019, bem como outras operações de socorro e assistência. No entanto, a formação de novos pilotos e mecânicos não avançou nos últimos três anos, o que impediu os militares de assumirem esta responsabilidade e fez com que tivessem de recorrer a privados. Contactada pela SÁBADO na segunda-feira à noite sobre a necessidade de contratar privados, a Força Aérea não deu ainda uma resposta.

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