A presidente da IL acusou esta quarta-feira o primeiro-ministro de lucrar com a crise energética e de não dizer a verdade sobre a subida de impostos, uma acusação negada por Luís Montenegro, que associou a subida da receita à atividade económica.
Mariana Leitão acusa Montenegro de "lucrar com a maior crise energética dos últimos anos"ANTÓNIO COTRIM/LUSA
Na intervenção que abriu do debate quinzenal no parlamento, Mariana Leitão disse querer desmontar "imposto a imposto" a garantia deixada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, de que nenhum imposto em Portugal subiu nos orçamentos de Estado apresentados pelos seus executivos.
A líder liberal começou pelo IVA, afirmando que a receita deste imposto, em 2025, subiu 10% face a 2024 e seguiu a mesma lógica para a receita do imposto sobre os combustíveis (ISP), do IMT e do IRS, deixando ainda críticas à subida do valor patrimonial tributário dos imóveis.
"O Estado vai arrecadar mais impostos do que o ano passado. Se não subiu nenhum imposto, se o país não cresce, de onde vem esse dinheiro?", inquiriu, depois de afirmar que "o governo pode dizer que não subiu impostos, mas as pessoas a meio do mês estão a contar o dinheiro que têm e o Estado arrecada cada vez mais".
Na réplica, o primeiro-ministro reiterou que não houve qualquer aumento objetivo de nenhuma taxa de impostos e argumentou que a subida da receita fiscal apresentada por Mariana Leitão "corresponde ao aumento da atividade económica".
De seguida, a líder da IL acusou Montenegro de falar "de forma quase desrespeitosa" da subida da receita fiscal, ao fazer desse dado uma "grande vitória política" e concluiu: "Não foram as taxas que subiram. Foi o peso do Estado sobre a vida de cada um. E isso, Senhor primeiro-ministro, o polígrafo não absolve".
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