Partido considera "inaceitável", a carga policial ocorrida durante a madrugada em Lisboa e Porto.
O Partido Ecologista Os Verdes (PEV) criticou este domingo o "silêncio ensurdecedor" do Presidente da República sobre a carga policial sobre "manifestantes pacíficos" pelo direito à habitação, que considera "inaceitável", ocorrida durante a madrugada em Lisboa e Porto.
O Presidente da República, António José SeguroMIGUEL A. LOPES / EPA
"A carga policial a que, mais uma vez, se assistiu esta madrugada é inadmissível", pode ler-se numa da comissão executiva do PEV, salientando que o direito à manifestação "é um direito constitucionalmente consagrado".
Além disso, os Verdes criticam o facto de que "perante a violência policial que tem limitado o direito à manifestação, não é compreensível que o Presidente da República, que jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição, se mantenha em silêncio!".
Na nota, o PEV lembra que se assistia, quer em Lisboa, quer no Porto, "a manifestações pacíficas em defesa do direito à habitação, também ele inscrito na Constituição", considerando que, "a carga policial, sob a forma da bastonada, fez, mais uma vez, vários feridos e levou à detenção de vários dos participantes".
"A forma como o Governo manda avançar a polícia contra pessoas que se manifestam pacificamente, não é, de todo, um cenário digno de uma democracia", lamenta o partido.
Para Os Verdes, as declarações do primeiro-ministro, Luis Montenegro, e do ministro da Administração Interna, Luis Neves, têm revelado "a extrema arrogância de quem integra um governo que tem agravado os problemas do acesso à habitação e que se prepara para ainda agravar mais, como uma nova lei das rendas cozinhada entre PSD/CDS e Chega".
"A resposta do Governo é a de quem está inegavelmente divorciado da população!", concluiu a nota do PEV.
A polícia dispersou hoje, à bastonada, as manifestações pelo direito à habitação, em duas ações em simultâneo em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão não acatadas, para retirarem as tendas montadas pelos manifestantes pelo direito à habitação
De acordo com a PSP, há 11 feridos e 31 detidos por desobediência, no entanto, em comunicado publicado nas redes sociais, a Acampada de Lisboa, refere que a assistência de dezenas de feridos.
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