Com mais 50 bolsas do que no ano anterior, o concurso de 2026 representa um investimento total de 145 milhões de euros, mais 12 milhões de euros do que no ano passado.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), ainda em funções, anunciou esta segunda-feira o reforço de investimento em investigação para doutoramento, com a disponibilização de 1.600 bolsas, mais 50 face ao ano anterior.
Reitoria universidade lisboaMariline Alves
Em comunicado, a FCT - ainda em funções até à conclusão do processo de fusão na nova Agência para a Investigação e Inovação - refere que o Concurso para Atribuição de Bolsas de Investigação para Doutoramento em Todos os Domínios Científicos de 2026 contará com 1.600 bolsas.
Com mais 50 bolsas do que no ano anterior, o concurso de 2026 representa um investimento total de 145 milhões de euros, mais 12 milhões de euros do que no ano passado.
A concurso estarão 1.000 bolsas da Linha Geral, num investimento de 90,6 milhões de euros, e 600 bolsas em ambiente não académico, que totalizam 54,4 milhões de euros.
Segundo a FCT, os avisos de abertura de concurso deverão ser publicados em breve e as candidaturas decorem entre 2 e 31 de março.
"À semelhança de 2025, a contratualização e gestão das bolsas aprovadas para financiamento serão assegurados pelas Instituições do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, através de contratos-programa assinados entre estas entidades e a FCT", acrescenta o comunicado.
No final de janeiro, cerca de duas dezenas de alunos de doutoramento, que estão a trabalhar sem receber, manifestaram-se em frente ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação para exigir o pagamento das bolsas de investigação científica em atraso.
Na altura, a presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), Sofia Lisboa, explicou que apenas algumas dezenas de alunos, entre os cerca de 1.500 com bolsa atribuída no concurso de 2025, já tinham começaram a recebê-la.
A presidente da ABIC disse ainda que, quando questionadas sobre os atrasos, a FCT e as instituições responsáveis pela gestão da atribuição das bolsas empurram as responsabilidades entre si.
Os concursos anuais da FCT para bolsas de doutoramento destinam-se a financiar a investigação científica durante quatro anos para efeitos de concessão do grau académico de doutor por parte de uma instituição universitária.
Em 2025, as instituições contratantes (universidades, laboratórios colaborativos, centros de tecnologia e inovação, entre outras) passaram a tratar da contratualização das bolsas, isto é, os estabelecimentos de ensino têm de enviar toda a documentação necessária à FCT e transferir o prémio monetário para os beneficiários.
A FCT financia as bolsas após a assinatura dos contratos-programa com as instituições contratantes, ou seja, os contratos celebrados, entre a fundação e os estabelecimentos.
Até ao final de 2025, a FCT transferiu 11,4 milhões de euros para as instituições e até 26 de janeiro foram assinados 71 contratos-programa que correspondem a 1.521 bolsas de doutoramento.
FCT reforça investimento e anuncia 1.600 bolsas para doutoramento
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