Entradas indevidas no sistema prejudicaram o combate em Pedrógão

Augusto Freitas de Sousa 15 de abril de 2018

Houve quatro mil acessos a mais. É quase o caos na base informática. Ninguém sabe quem está a entrar, ou a fazer alterações.


Este artigo foi originalmente publicado na edição 724 da SÁBADO, nas bancas a 15 de Março de 2018.

Quase 10 meses depois do incêndio de Pedrógão Grande que vitimou 66 pessoas e feriu mais de 250, a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) detectou que o Sistema de Apoio à Decisão Operacional (SADO), que concentra toda a informação sobre o que se passa no País em matéria de protecção civil, esteve sobrecarregado com acessos de antigos utilizadores. E que isso gerou congestionamento do sistema, informações contraditórias e ordens operacionais deficientes. 

Fonte da ANPC confirmou à SÁBADO que existem mais de 4.000 pessoas que não deveriam ter acesso ao sistema, mas continuam com os mesmos privilégios que lhes foram atribuídos desde que este entrou em funcionamento, em 2012. Porém, no SADO não é possível saber a cada momento quantas pessoas estão a monitorizar o sistema.

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