"Ponderamos recorrer da decisão", disse o advogado, acrescentando que, no seu entender, ter-se-ia "feito justiça" se Bruno Pinto tivesse sido absolvido por "aplicação do princípio da legítima defesa putativa".
A defesa do polícia condenado hoje a três anos e meio de pena suspensa por ter matado Odair Moniz na Cova da Moura, na Amadora, em outubro de 2024 admitiu hoje recorrer da decisão.
Odair MonizDR
"Ponderamos recorrer da decisão", disse o advogado Ricardo Serrano Vieira à saída do Tribunal de Sintra, acrescentando que ter-se-ia "feito justiça" se Bruno Pinto tivesse sido absolvido por "aplicação do princípio da legítima defesa putativa".
Em causa está o facto de a defesa não concordar com o entendimento do coletivo de juízes de que não é credível a garantia dada pelo agente da PSP de que viu uma faca antes de ter disparado, precisou Ricardo Serrano Vieira.
Na leitura do acórdão, a juíza-presidente considerou que "foi produzida prova abundante de que Odair [Moniz] não tinha qualquer faca", sustentando que, apesar ter havido "legítima defesa", houve "excesso de meios" por parte do arguido.
Perante este "excesso de meios", a moldura penal de oito a 16 anos de prisão estipulada para o crime de homicídio caiu para entre um e dez anos de cadeia, tendo o tribunal aplicado a pena de três anos e seis meses, suspensa na sua execução.
O Ministério Público tinha pedido a suspensão do exercício de funções, mas o tribunal entendeu hoje não ser competente para tal avaliação, remetendo a decisão de suspensão para a PSP, que tem em curso um processo disciplinar.
Questionado se Bruno Pinto quer continuar a ser polícia, Ricardo Serrano Vieira respondeu que "claro que sim".
"O Bruno nunca deixou ser polícia, não está é no exercício de funções", salientou o advogado, reconhecendo que o regresso está dependente do desfecho do processo disciplinar em curso.
Defesa de polícia que matou Odair Moniz pondera recorrer de condenação a pena suspensa
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