Covid-19: Proteção Civil começou a retirar utentes do Lar do Comércio em Matosinhos

Lusa 14 de maio de 2020
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A operação de mobilização priorizou os utentes dependentes por serem aqueles que precisam de "mais cuidados de saúde e que estão mais vulneráveis".

A operação de transferência de 59 utentes do Lar do Comércio em Matosinhos começou hoje, prevendo o vereador da Proteção Civil que até ao final do dia sejam retirados 48 que testaram negativo para covid-19 e que são dependentes.

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A operação de mobilização priorizou os utentes dependentes por serem aqueles que precisam de "mais cuidados de saúde e que estão mais vulneráveis", explicou José Pedro Rodrigues, segundo o qual pelas 15:40 já tinham sido retirados e encaminhados para o Hospital Militar do Porto 20 destes 48 utentes.

Para o vereador, se a instituição preparar atempadamente todos os utentes, esta "operação complexa" poderá ficar concluída até ao final do dia, sendo que os restamtes 28 seguirão para o Centro de Neurointervenção da Cruz Vermelha, em Vila Nova de Gaia, por um prazo máximo de oito dias.

Os restantes 11 utentes, infetados com o novo coronavírus, deverão ser levados na sexta-feira para o Centro de Apoio Comunitário de Matosinhos até recuperarem, referiu.

José Pedro Rodrigues explicou que a opção prendeu-se não só por transferir os utentes infetados, mas também os dependentes, porque os recursos humanos do Lar do Comércio são insuficientes para prestar os cuidados de saúde adequados.

"Na semana passada, o lar pediu à Segurança Social mais 32 trabalhadores, pedido do qual se depreende que não tem os meios apropriados para fazer face à situação", sublinhou.

O vereador da CDU salientou que o lar tem oito dias para conseguir suprir as dificuldades em termos de pessoal e adotar mecanismos de organização interna, tempo que acredita ser "mais do que suficiente".

José Pedro Rodrigues comentou ainda que a proteção civil, juntamente com o exército, irá proceder à desinfeção e limpeza do edifício principal, mas só depois de o lar acomodar os utentes que testaram negativo.

No infantário do Lar do Comércio, num edifício contíguo ao edifício principal, foram colocadas 78 camas, disponibilizadas pela câmara local para alojar temporariamente mais 70 utentes autónomos que testaram negativo, lembrou.

Os restantes, igualmente sem infeção, irão ser colocados nos pisos 0 e 1 do Lar do Comércio, que serão entretanto desinfetados e limpos por atualmente acolherem utentes que testaram positivo.

Contudo, esta mobilização interna é da responsabilidade da instituição e não da proteção civil, vincou o vereador.

O comunista adiantou ainda ter pedido à direção do lar para comunicar esta operação aos familiares, dado tratar-se de uma situação que causa, como é natural, "angústia e preocupação".

José Pedro Rodrigues salientou que esta operação, que envolve a Proteção Civil, PSP, Segurança Social e Unidade Local de Saúde de Matosinhos (ULSM), junta 36 operacionais e 16 viaturas.

A operação de mobilização baseou-se nos números disponibilizados pela ULSM (11 positivos para covid-19), ressalvou.

Estes números diferem dos apresentados pelo Lar do Comércio que indica nove casos positivos na instituição mais um positivo que entretanto foi hospitalizado).

Ainda segundo o lar, foram contabilizadas naquela instituição 21 mortes por covid-19 e não 22, número avançado por lapso nos últimos dias. Há também 19 utentes estão hospitalizados, 146 negativos e três com testes inconclusivos.

Portugal contabiliza 1.184 mortos associados à covid-19 em 28.319 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia.

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