Cláudia morreu e a sua mãe não foi autorizada a sair da prisão para ir ao funeral

A jovem que sofria de progeria, uma doença genética rara, chegou a pedir para cumprir pena com a mãe. A viver em Viseu, Ana Pais estava detida no Porto e foi transferida para a cadeia da Guarda no dia em que a filha morreu.

Nos últimos meses de vida, Cláudia tinha apenas um desejo: queria ter a mãe ao seu lado, a única pessoa que conhecia ao pormenor todos os contornos da doença genética rara, chamada progeria, que lhe foi diagnosticada quando tinha apenas quatro meses.

Cláudia Amaral morreu na passada sexta-feira, em Viseu, um mês depois de festejar os seus 23 anos, mas a mãe não esteve ao seu lado quando o coração "começou a ficar fraquinho", nem esteve presente no dia do funeral.

Ana Cristina Sousa Pais, a mãe de Cláudia, está detida desde junho e, segundo explicou a família à SÁBADO, não foi autorizada a deslocar-se à cerimónia fúnebre da filha. Fonte ligada ao processo assegura que não foi dada luz verde por parte do estabelecimento prisional devido às regras impostas pela pandemia e a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) ignora a questão, referindo apenas que "a reclusa suscitada nas questões esteve presente no velório da filha, que teve lugar no dia 19 de novembro". 

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