No local, onde os manifestantes cantavam, a presença policial era por essa hora pouco visível, contrastando com o aparato policial do início da madrugada de hoje.
Centenas de pessoas voltaram este domingo à Praça do Rossio, em Lisboa, após a carga policial sobre os manifestantes durante a madrugada e com o lema "Mais casas, menos bastão!".
Manifestantes a montar tendasMartim Leitão
"Sem casa nem respeito, é na rua que me direito!", "Não queremos medo nas ruas, queremos direitos" eram algumas das mensagens escritas nos cartazes dos manifestantes em defesa do direito à habitação que estavam concentrados pelas 17:00, sem tendas, na Praça D. Pedro IV.
No local, onde os manifestantes cantavam, a presença policial era por essa hora pouco visível, contrastando com o aparato policial do início da madrugada de hoje.
Na concentração, convocada pela Acampada de Lisboa, estão pessoas de diferentes idades, desde crianças a pessoas mais velhas.
A Lusa falou com Filipa Castanhas, 40 anos, que trouxe o filho de sete anos, explicando que objetivo é ensiná-lo "a reivindicar os seus direitos".
O menino de sete anos tinha ainda cartaz que dizia "Crescer sem Casa não é infância".
A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.
Os manifestantes não acataram as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.
Segundo a PSP, registaram-se, no total, 11 feridos, cinco em Lisboa e seis no Porto, e 31 detidos por desobediência (25 em Lisboa e seis no Porto). Em comunicado, as organizações das acampadas de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.
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